Carlos Viana deixa Podemos e se filia ao PSD
Cerimônia de filiação ocorrerá em BH e contará com a presença do presidente do Partido Social Democrático, Gilberto Kassab
O senador Carlos Viana (MG), que foi o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deixou o Podemos e vai se filiar, nesta quarta-feira, 1º, ao Partido Social Democrático (PSD).
A cerimônia de filiação ocorrerá a partir das 19h, no diretório mineiro do PSD, em Belo Horizonte. O evento contará com a presença do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, do governador de Minas Gerais, Mateus Simões, do presidente estadual do PSD, deputado Cássio Soares, além de autoridades e lideranças políticas.
Viana deve buscar a reeleição ao Senado nas eleições deste ano. Com a filiação ao PSD, a bancada do partido na Câmara se mantém com 13 senadores, visto que Rodrigo Pacheco (MG) saiu para se filiar ao PSB. Já o Podemos cai para quatro.
Na terça-feira, 31, Viana disse, em coletiva de imprensa, que não cometeu nenhuma irregularidade na destinação de recursos à Fundação Oasis, braço social da Igreja Batista da Lagoinha, por meio de emendas parlamentares.
Segundo o congressista, foi decisão de prefeituras enviar o dinheiro à fundação, e a denúncia dos deputados Rogério Correia (PT-MG) e Pastor Henrique Vieira (Psol-SP) ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema configura “perseguição política“.
“A denúncia dos deputados do PT e do Psol dizia que eu enviei emendas Pix para determinado setor. Nunca enviei qualquer emenda Pix para a fundação ou qualquer igreja. Isso ficou muito claro no relatório. E o ministro [Flávio Dino] tirou da ação que investiga esse tipo de emenda e abriu uma investigação em separado, pedindo explicações a prefeitura, o que é correto”, falou Viana.
“O ministro, como um juiz, tem que instruir um processo. E ele está fazendo o certo. O dinheiro chegou? Foi bem usado? Depois se toma uma decisão. A segunda vitória que eu obtive… também os caluniadores diziam que eu blindei determinadas pessoas. No processo eu deixei muito claro os requerimentos que foram aprovados [pela CPMI do INSS] e esse ponto foi retirado por parte do ministro”.
Segundo o senador, dessa forma, a sequência do processo agora é “muito tranquila”. “As prefeituras vão responder, a avaliação vai ser feita e eu tenho muita tranquilidade de dizer para vocês que nunca tive qualquer gestão sobre esse dinheiro”.
Ele ressaltou que os parlamentares que destinam recursos por meio de emendas fazem o repasse para as prefeituras, e elas que tem a responsabilidade de decidir como o montante será usado e se a documentação necessária está presente.
“Porque, senão, toda e qualquer emenda parlamentar, a partir de agora, vai ser um problema sério. Então, entendo que a decisão do ministro ontem foi correta, no sentido de instruir o processo, e de mostrar claramente ao país o que foi feito, contra essa narrativa dos que estão aí me acusando, me perseguindo politicamente. Todo e qualquer parlamentar que se insurja contra o PT, o Psol, é atacado política e pessoalmente, é como eles estão fazendo“, prosseguiu o parlamentar.
“Estou com a consciência tranquila de que esse processo, se há justiça no país, vai se provar claramente que eu não tenho qualquer responsabilidade ou qualquer situação incorreta. Eu segui exatamente a lei. Tudo o que eu faço, eu tenho feito com clareza”, salientou.
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