Ramagem pode renunciar se conseguir asilo nos EUA, diz líder do PL
Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) vai pedir que Motta não paute cassação no plenário e defende que a punição seja votada primeiro na CCJ
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse nesta segunda-feira, 15, que vai pedir ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que não coloque em votação nesta semana no plenário a cassação do mandato de Alexandre Ramagem (PL-RJ), como Motta anunciou que fará. Segundo Sóstenes, Ramagem pode renunciar em 2026 se conseguir asilo político nos Estados Unidos.
As declarações foram feitas em conversa com jornalistas. “Falei com ele [Ramagem] agora há pouco. Ele falou que até pode pensar numa futura renúncia no próximo ano, porque está tramitando pedido de asilo político nos Estados Unidos e, neste momento, isso é importante para ele, a manutenção do mandato”, pontuou o parlamentar.
Sóstenes defende que o caso de Ramagem tenha o mesmo rito dado ao de Carla Zambelli, ou seja, a cassação seja votada primeiramente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Entretanto, acredita que se a cassação for votada no plenário, há votos suficientes para barrá-la. Na semana passada, Zambelli se livrou da punição, mas depois o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a decretação de perda do mandato e a deputada renunciou.
Após o trânsito em julgado da ação penal que apurou a atuação do “núcleo 1” na suposta tentativa de golpe de Estado ocorrida no Brasil entre 2022 e 2023, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, determinou que a Mesa Diretora da Câmara declare a perda do mandato de Ramagem.
Motta anunciou na semana passada um rito mais acelerado para o caso dele, em comparação com o de Zambelli, na Casa.
“Para proteger as prerrogativas parlamentares, estamos trazendo essas condenações [de Ramagem e Zambelli] para que o plenário da Câmara possa dar o seu veredito final acerca desses mandatos. Então, concluindo amanhã na CCJ o posicionamento acerca da deputada Carla Zambelli, nós já traremos diretamente ao plenário. Com relação ao deputado Ramagem, não estamos dando esse rito da CCJ”, pontuou o presidente da Câmara, em pronunciamento à imprensa.
“Estamos abreviando esse rito, já que quem pode mais pode menos, quem pode mais na Casa é o plenário, nós estamos publicando hoje o processo do deputado Ramagem no Diário Oficial, para que ele tenha o prazo de defesa de cinco sessões, e vamos levar o caso do deputado Ramagem direto ao plenário já na próxima semana, na próxima quarta-feira [17]“.
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Comentários (1)
D artagnan
15.12.2025 16:29A perseguição política a parlamentares é um escánio da nossa pobre justiça, começando com a Côrte Suprema, impregnada de carrascos da democracia. Depois que "descondenaram" o maior corrupto que o Brasil já conheceu e que acabou vencendo eleições suspeitas, vivemos dias de facismo e ditadura do STF.