Defesa de Bolsonaro reforça pedido de cirurgia com “máxima urgência”
Médicos recomendaram intervenção cirúrgica após exame constatar "duas hérnias inguinais"
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reiterou nesta segunda-feira, 15, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o pedido para que ele seja submetido, em caráter de “máxima urgência”, a uma cirurgia para correção de hérnia.
A solicitação foi encaminhada com o resultado de uma ultrassonografia realizada na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde Bolsonaro se encontra detido.
“Requer-se a Vossa Excelência seja autorizada, com a máxima urgência, a remoção do Peticionário para o hospital indicado no relatório médico, a fim de que seja submetido ao procedimento cirúrgico”, afirmam os advogados.
No mesmo pedido, a defesa sustenta que o ex-presidente deve cumprir pena em prisão domiciliar.
Duas hérnias
No domingo, 14, o advogado João Henrique Freitas informou foram identificadas duas hérnias inguinais no ex-presidente Jair Bolsonaro durante exame.
“A equipe médica acaba de deixar a Superintendência da Polícia Federal após realizar exames de ultrassonografia no Pr. Jair Bolsonaro. Os exames identificaram duas hérnias inguinais, e os médicos recomendaram que ele seja submetido a um procedimento cirúrgico, a única forma de tratamento definitivo para o quadro”, disse o defensor do ex-presidente em seu perfil no X.
O ultrassom pelo qual Bolsonaro passou neste domingo foi solicitado na quinta-feira, 11, com o objetivo de comprovar a existência de uma hérnia inguinal bilateral.
Segundo a defesa, a condição levou a equipe médica do ex-presidente a recomendar uma nova cirurgia, apontada como necessária após a piora do quadro clínico.
Perícia médica
Também na quinta, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal realize, no prazo de 15 dias, uma perícia médica para avaliar a real necessidade de intervenção cirúrgica alegada pela defesa do ex-presidente.
Na decisão, o ministro destacou que os exames apresentados pela defesa não eram recentes e lembrou que Bolsonaro passou por exame médico-legal ao ser preso, em 22 de novembro, sem registro de necessidade imediata de cirurgia.
O ministro ressaltou que, desde então, não houve comunicação de emergência médica.
A defesa de Bolsonaro, no entanto, quer que a cirurgia seja autorizada antes dessa perícia.
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Comentários (1)
Isabela Corrêa
15.12.2025 15:41Engracado que se fosse traficante ja estaria realizando a cirurgia