‘PL da Dosimetria’ vai pacificar o país, diz Paulinho da Força
Deputado é relator do projeto que inicialmente previa anistia aos condenados pelos atos do 8 de Janeiro
O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do projeto que inicialmente previa anistia aos condenados pelos atos do 8 de Janeiro, afirmou neste domingo, 21, acreditar que a proposta de redução de penas pode encerrar a polarização política no país.
Segundo ele, a medida garantiria que o Brasil chegue a 2026 discutindo “propostas e questões que interessam o país”.
“Primeiro, é importante ter manifestações. Eu passei a minha vida inteira fazendo manifestações. O que eu estou tentando fazer é apresentar um texto que possa pacificar o país”, disse.
Paulinho acrescentou: “E acho que, depois do meu texto aprovado pela Câmara e pelo Senado, e sendo aceito pela sociedade, como imagino que será, esse tipo de manifestação não terá mais nem pela direita, nem pela esquerda”.
A declaração foi feita no mesmo dia em que manifestantes, convocados por movimentos e partidos de esquerda, foram às ruas protestar contra a chamada PEC da Blindagem e contra a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e outros.
Para Paulinho, no entanto, os atos de hoje não o farão mudar de posição.
“Não vi as manifestações. Foram grandes? Essas manifestações viraram mais do mesmo. Vamos nos manter firmes no nosso propósito de apresentar um relatório até terça-feira à noite ou quarta pela manhã”, afirmou.
Reunião com Motta
Paulinho relatou que se reuniria ainda neste domingo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir o calendário de tramitação do projeto.
A expectativa é levar o relatório ao plenário até a próxima semana. Nesta segunda e terça-feira ele terá encontros em Brasília com líderes partidários da base e da oposição.
O deputado também deve dialogar com centrais sindicais e com o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ).
Já pelo lado da oposição, estão previstas reuniões com o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), além de parlamentares próximos a Bolsonaro, como Zucco (PL-RS), Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO).
O PL ainda resiste ao que chama de “anistia light” e, segundo Paulinho, a legenda deve levar a questão diretamente ao ex-presidente, em prisão domiciliar.
Leia também: As primeiras impressões de Jair Bolsonaro sobre o PL da Anistia
Anistia vira dosimetria
Após reunião realizada na noite de quinta-feira, 18, Paulinho da Força defendeu uma mudança completa de foco na proposta. O parlamentar declarou que o texto vai discutir uma mudança na dosimetria das penas, não uma extinção da punibilidade.
A estratégia foi definida após reunião na casa do ex-presidente Michel Temer. O deputado federal Aécio Neves (PSDB) também participou. Durante a conversa, foram ouvidos também pelo menos dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF): Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Segundo Paulinho, até mesmo o Poder Executivo teria dado um aval para o texto.
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Comentários (2)
Claudemir Silvestre
21.09.2025 20:39Outro Sindicalista CORRUPTO querendo dizer oque é bom para o Brasil !! Bom mesmo seria acabar com estes sindicalistas na politica de Brasilia !!
F-35- Hellfire
21.09.2025 19:08Eduardo Bolsonaro, quem você pensa que é? Você está perdido e não tem noção em que encrenca se meteu. Vai mais devagar e tente salvar seu emprego (sem rachadinhas) e sua liberdade que já estará no lucro!