Eduardo Bolsonaro a Paulinho da Força: “Não aceitaremos mera dosimetria”
Deputado sugere que relator da proposta atua como colaborador de Moraes
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se posicionou contra a proposta em análise na Câmara dos Deputados que prevê a redução de penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro. O texto será relatado por Paulinho da Força (Solidariedade-SP) e não trata de anistia, mas de uma mudança na dosimetria das penas.
Em publicação no X, Eduardo direcionou suas críticas diretamente ao relator da proposta.
“Paulinho da Força, vou retribuir o conselho que me deu, sobre colocar a mão na consciência. Entenda de uma vez por todas: eu não abri mão da minha vida no Brasil e arrisquei tudo para trazer justiça e liberdade para meu povo em troca de algum acordo indecoroso e infame como o que está propondo”, escreveu.
“A anistia ampla, geral e irrestrita não está sob negociação. Não há qualquer possibilidade de aceitarmos a mera dosimetria das penas em processos completamente nulos e ilegais, advindos de inquéritos abusivos e absolutamente inconstitucionais.”
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Ataques ao projeto e ao STF
Eduardo afirmou ainda que Paulinho poderia ser visto como “colaborador do regime de exceção” e insinuou que o relator teria sido colocado “pelo Moraes para enterrar a anistia ampla, geral e irrestrita”.
Segundo ele, “vocês não irão brincar com a vida de pessoas inocentes, que são vítimas dos psicopatas que as prenderam ou tentam prendê-las injustamente”.
Na mesma publicação, o deputado disse ainda: “Você, @MichelTemer e o resto da turma não irão impor na marra o que chamam, cinicamente, de pacificação, que nada mais é do que a manutenção de todos os crimes praticados por Alexandre de Moraes”.
O parlamentar afirma que não existe cenário em que “Moraes e seus cúmplices saiam vencedores”.
Reunião com Temer
A mudança de estratégia em torno do projeto foi definida após reunião na casa do ex-presidente Michel Temer. O deputado federal Aécio Neves (PSDB) também participou.
Durante a conversa, foram ouvidos também pelo menos dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF): Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.
Segundo Paulinho, até mesmo o Poder Executivo teria dado um aval para o texto.“É um tema delicado, que divide governo e oposição, e a ideia é termos ampla maioria para um texto”, disse Paulinho da Força.