Petista chama Viana de “fraudador” e defende anulação de votação sobre Lulinha
Comissão Parlamentar Mista de Inquérito aprovou na última semana a quebra de sigilos bancário e fiscal do filho do presidente Lula
O coordenador da base governista na CPMI do INSS, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), voltou a defender nesta segunda-feira, 2, a anulação da votação do colegiado em que foi aprovada a quebra de sigilos bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha – filho do presidente Lula (PT). Para os governistas, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), “fraudou” a votação, pois deveria ter proclamado a rejeição da quebra dos sigilos.
“O presidente não tem mais nenhuma legitimidade. O presidente Carlos Viana perdeu qualquer condição de continuar conduzindo esta comissão com a isenção necessária que o presidente de uma comissão precisa ter. O senador Carlos Viana é um fraudador. É uma pessoa que perdeu a autoridade, que perdeu qualquer capacidade de conduzir esta comissão. Ele se nega a pautar qualquer requerimento que atinja o governo Bolsonaro, que atinja os aliados do governo Bolsonaro”, declarou Pimenta, em entrevista a jornalistas.
O petista falou ainda estar confiante de que a votação será anulada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Viana, por sua vez, afirmou hoje que conduziu corretamente a votação. Ele deve se reunir com Alcolumbre na terça-feira, 3, para defender a manutenção do resultado.
“Eu tenho absoluta certeza de que serão analisados todos os fatos, uma vez que eu agi corretamente dentro do regimento. Não mudo uma vírgula sequer das minhas ações da semana passada. Nós agimos corretamente, inclusive bem orientados pela advocacia do Senado, que nos acompanha a todo tempo na mesa. E eu aguardo que a gente possa conversar [com o Alcolumbre], até mesmo para que ele possa ouvir a comissão”, falou o presidente da comissão, em entrevista a jornalistas.
“Me parece que amanhã teremos uma reunião de líderes, o horário ainda não está definido. Será uma ótima oportunidade para que eu possa sentar com o presidente da Casa, conversar com ele todos os assuntos pendentes, principalmente a questão da prorrogação da CPMI”.
Viana prosseguiu: “Nós enviamos na quinta-feira da semana anterior um ofício solicitando dele uma resposta formal, ainda não recebemos qualquer manifestação. Amanhã, existindo essa reunião de líderes, será um momento muito interessante para que a gente possa colocar as questões todas em ordem”.
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