A preocupação do ministro da Defesa brasileiro com a guerra no Irã
José Múcio defendeu que o país destine ao menos 2% do PIB para a defesa militar
O ministro da Defesa, José Múcio, defendeu nesta segunda-feira, 2, a ampliação dos investimentos militares do Brasil, em meio à guerra no Irã.
Em conversa com a imprensa, Múcio afirmou que o fortalecimento das Forças Armadas se torna cada vez mais essencial para a segurança nacional e não deve ser deixado em segundo plano.
“Nós nos preparamos para tempos difíceis, mas estamos torcendo sempre pela paz”, afirmou.
Segundo o ministro, o Brasil destina atualmente cerca de 1% do PIB à defesa — um patamar que considera insuficiente. Ele defendeu que o país alcance ao menos 2% e destacou que outras nações chegam a investir entre 5% e 7% de seus respectivos PIBs no setor.
Múcio também disse que o presidente Lula concordou com a necessidade e já autorizou a liberação gradual de recursos para projetos estratégicos das Forças Armadas.
Amorim critica EUA
Celso Amorim (foto), assessor especial do presidente Lula (PT) para assuntos internacionais, condenou nesta segunda, 2, a eliminação do aiatolá Ali Khamenei do Irã.
Em entrevista à GloboNews, Amorim afirmou que o Brasil deve se preparar “para o pior”.
“Ninguém é juiz do mundo. Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior”, disse.
“O aumento vertiginoso das tensões no Oriente Médio, com grande potencial de alastramento. O Irã historicamente fornece armamento para grupos xiitas que estão em outros países, além de grupos radicais”, explicou Amorim sobre o que seria “o pior”.
O assessor disse que conversará nesta segunda com o presidente Lula (PT) sobre o tema.
“Estamos a poucos dias do encontro do presidente com Trump, em Washington. É sempre difícil encontrar o equilíbrio entre a verdade e a conveniência. Não perder a capacidade de diálogo sem comprometer a credibilidade exige destreza”, afirmou Amorim.
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Comentários (1)
Marian
02.03.2026 18:41Aqui a preocupação é com penduricalhos, é com viagem para Disney, é com Rouanet para simpatizantes, é com samba...não temos mais dinheiro. Chega! Antes de querer aumentar gastos com defesa , é melhor defender o povo que está à mercê de terroristas traficantes. Assim penso.