Nenhuma novidade após as manifestações bolsonaristas
No fim do dia, em meio às ofensas e denúncias entre lulopetistas e bolsonaristas, a até então sempre natimorta “terceira via” pode surpreender
O cenário eleitoral presidencial para outubro que vem continua modorrento, sujeito a chuvas e trovoadas ocasionais. Se Lula da Silva (PT) é candidato e ainda favorito, Flávio Bolsonaro (PL) é ainda candidato, mas não favorito.
Já os govenadores Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior (PSD) continuam orbitando em torno dos nomes principais, enquanto Eduardo Leite (PSD) e Renan Santos (Missão) não conseguem alçar vôos mais altos.
A despeito de toda a munição proporcionada – direta ou indiretamente – por Lula e o PT, como CPMI do INSS, Banco Master e desfile da Acadêmicos de Niterói, o quadro eleitoral não se alterou significativamente.
Terços cristalizados
Os motivos para isso são conhecidos: o eleitorado se divide – e já faz bastante tempo! – entre petistas, antipetistas e “nem-nem”. Estes últimos, inclusive, cada vez mais “nem-nem”, pois nem votar estão votando.
Se o terço “imparcial” decidia o voto na última hora, sobretudo por questões econômicas, nem isso mais. Os números das últimas eleições mostram um índice de abstenção e de votos brancos e nulos cada vez maior.
Estima-se, hoje, que apenas 10% a 12% deste eleitorado comparecerão às urnas e darão um voto contra o candidato que “detestam” mais. Sim. Não votarão em quem querem, mas contra quem não quererm.
Como dantes
Realizadas as manifestações bolsonaristas deste domingo, 1, subsequentes à manifestação organizada por Nikolas Ferreira (PL-MG) em Brasília, dias atrás, não se viu nada de novo nem de impactante.
A bolha do bolsonarismo continua do mesmo tamanho e com a mesma resiliência, a despeito da prisão do “mito”, da “fuga” de Eduardo Bolsonaro para os EUA e das brigas entre madrasta (Michelle Bolsonaro) e bolsokids.
Não se vislumbra, até aqui, a adesão de novos eleitores, de outros espectros políticos e ideológicos, e tampouco percebe-se qualquer movimento de debandada da turma lulopetista e/ou anti-bolsonarista.
Terceira via
Fatos extremamente impactantes não faltam, contudo. Os desdobramentos da CPMI do INSS (possível quebra de sigilo bancário e fiscal do Lulinha) poderão ser devastadores para a “alma mais honesta desse país”.
Igualmente, a reabertura das investigações contra o ex-vereador Carlos Bolsonaro por supostas “rachadinhas” no Rio de Janeiro poderá reavivar a memória dos esquecidos sobre as rachadinhas do irmão Flávio.
No fim do dia, em meio às ofensas e denúncias entre lulopetistas e bolsonaristas, a até então sempre natimorta “terceira via” poderá surpreender, especialmente com Ratinho Júnior. Em Minas, quando em desespero, os atleticanos costumam gritar: “Eu acredito”.
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Comentários (1)
Fabio
02.03.2026 17:56O Flávio fez campanha, prometeu bolsa família e mais leis feministas, kkkkk. Disse também que está do lado do STF e que se tiver ministros corruptos (não citou nenhum), ele deve ser afastado.