Nunes Marques pede vista de processo sobre Palocci
Julgamento sobre decisão de Toffoli para anular atos processuais da Operação Lava Jato contra ex-ministro é adiado
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista do processo que julga a decisão do ministro Dias Toffoli que anulou todos os atos da Operação Lava Jato contra o ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci.
O julgamento, que seria concluído pela Segunda Turma do STF nesta sexta-feira, 4, foi adiado. Pelo regimento interno da Corte, o ministro tem 90 dias para devolver o processo à pauta.
Antes de Nunes Marques, o ministro Gilmar Mendes votou a favor da manutenção da decisão de Toffoli, enquanto Edson Fachin e André Mendonça votaram para derrubar o entendimento.
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PGR
A PGR solicitou a Toffoli que reconsiderasse sua decisão ou levasse o caso ao plenário do Supremo.
Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet (PGR), o julgamento de Toffoli sobre outros processos da Lava Jato não deveria se estender ao de Palocci.
“O pleito formulado não se sustenta em vícios processuais concretos ou na ausência de justa causa, mas na pretensão de se desvincular de um acervo probatório autônomo, válido e robusto, cuja existência, em parte, foi por ele próprio reconhecida em sua colaboração premiada. A alegação de prejuízo processual é desprovida de suporte probatório, configurando mero inconformismo com o regular prosseguimento da persecução penal no Juízo Eleitoral”, afirmou.
Na avaliação do PGR, o “Poder Judiciário não tem se esquivado de apurar eventuais ilegalidades e excessos perpetrados no âmbito da Operação Lava Jato”.
Léo Pinheiro
Em setembro de 2024, Toffoli já tinha anulado todas as condenações na Lava Jato de Léo Pinheiro, delator de Lula, sob a mesma premissa de parcialidade de Moro.
O STF manteve sua decisão no início de fevereiro.
A decisão original, que abastece todas as outras, é a anulação das condenações do próprio Lula. Moro, protestou em seu perfil no X:
“O condenado confessa os crimes, celebra acordo de colaboração, devolve aos cofres públicos dinheiro que afirma ser produto de suborno e, anos depois, tudo é anulado por ministro do STF com base em fantasiosa nulidade. Depois reclama-se de ‘conversa de boteco’ quando o Brasil despenca no ranking de corrupção da Transparência Internacional. A prevenção e o combate à corrupção foram esvaziados pelo Governo Lula e seus aliados.”
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Comentários (1)
saul simoes junior
04.04.2025 21:25Qual a diferença do caso do Palocci para o caso do Marcelo Odebrecht? É só porque entregou papai?