Gilmar segue Toffoli e vota para anular atos da Lava Jato contra Palocci
Segunda Turma do STF avalia recurso da PGR contra a anulação
O ministro Gilmar Mendes (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), acompanhou a decisão de Dias Toffoli e votou para manter a anulação dos atos da Lava Jato contra o ex-ministro Antônio Palocci. A manifestação de Gilmar foi feita durante julgamento virtual na sexta-feira, 28.
A Segunda Turma do STF avalia um recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a anulação. Além de Toffoli, compõem a Segunda Turma os ministros Edson Fachin, Gilmar Mendes, Nunes Marques e André Mendonça.
O julgamento segue até a próxima sexta-feira, a menos que algum ministro solicite mais tempo ou leve o caso ao plenário físico.
Em fevereiro, Toffoli aceitou um pedido da defesa de Palocci requisitando a extensão de um entendimento do ministro anulando outros processos relacionados à Operação Lava Jato. O ministro do STF argumentou que houve conluio entre procuradores da Lava Jato e o ex-juiz Sergio Moro.
Manifestação da PGR
A PGR solicitou a Toffoli que reconsiderasse sua decisão ou levasse o caso ao plenário do Supremo.
Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet (PGR), o julgamento de Toffoli sobre outros processos da Lava Jato não deveria se estender ao de Palocci.
“O pleito formulado não se sustenta em vícios processuais concretos ou na ausência de justa causa, mas na pretensão de se desvincular de um acervo probatório autônomo, válido e robusto, cuja existência, em parte, foi por ele próprio reconhecida em sua colaboração premiada. A alegação de prejuízo processual é desprovida de suporte probatório, configurando mero inconformismo com o regular prosseguimento da persecução penal no Juízo Eleitoral”, afirmou.
Na avaliação do PGR, o “Poder Judiciário não tem se esquivado de apurar eventuais ilegalidades e excessos perpetrados no âmbito da Operação Lava Jato”.
Léo Pinheiro
Em setembro de 2024, Toffoli já tinha anulado todas as condenações na Lava Jato de Léo Pinheiro, delator de Lula, sob a mesma premissa de parcialidade de Moro.
O STF manteve sua decisão no início de fevereiro.
A decisão original, que abastece todas as outras, é a anulação das condenações do próprio Lula. Moro, protestou em seu perfil no X:
“O condenado confessa os crimes, celebra acordo de colaboração, devolve aos cofres públicos dinheiro que afirma ser produto de suborno e, anos depois, tudo é anulado por ministro do STF com base em fantasiosa nulidade. Depois reclama-se de ‘conversa de boteco’ quando o Brasil despenca no ranking de corrupção da Transparência Internacional. A prevenção e o combate à corrupção foram esvaziados pelo Governo Lula e seus aliados.”
Leia mais: “Toffoli também anula todos os atos da Lava Jato contra Palocci”
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Comentários (9)
Marcia Elizabeth Brunetti
29.03.2025 17:40Desejo ver esses juizecos ainda sendo processados por tudo que fizeram para acabar com a Lava-Jato. Precisamos de um presidente justo, aí vamos rever todas essas injustiças.
Alinete Lemos
29.03.2025 17:38Se eu falar o que penso, irei ver o sol quadrado ...
Emerson
29.03.2025 17:20AH VÁ ........
MARCOS
29.03.2025 14:55MAIS DO QUE O ESPERADO. AJUDANDO OS CORRUPTOS A SE SAFAREM DA JUSTIÇA QUE ELES DEVIAM RESPEITAR E IMPOR. ESSE supremo É UMA VERGONHA NACIONAL.
Lecio Ferreira
29.03.2025 11:51Povo preocupado com o "ditador " Xandão enquanto os alfas Gilmar e Toffoli continuam a toda.
FRANCISCO
29.03.2025 11:24A cada duas um petista é liberado, roubar pode. Roubar compensa.
Edmilson Siqueira
29.03.2025 10:10Que surpresa hein?
Rogerio Miranda
29.03.2025 09:16Por essa eu nao esperava!
Annie
29.03.2025 09:13Novidade ministro solta corruptos.