“Manobra eleitoreira”, diz Renan Santos sobre proibição das bets por Lula
Para candidato do Missão, medida será rejeitada pelo Congresso e bets voltarão a funcionar
Renan Santos (Missão) classificou como “manobra eleitoreira” a decisão do presidente Lula (PT) de proibir as bets no Brasil às vésperas do primeiro turno. O candidato disse ser favorável ao fim das apostas online, mas criticou o momento e a forma escolhidos pelo governo.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Renan afirmou que a medida provisória não será aprovada pelo Congresso e perderá a validade.
“Essa MP vai caducar, porque o Congresso é todo comprado pelas bets. Volta tudo ao normal. É só uma medida eleitoreira do Lula para fingir que se preocupa com brasileiros que estão se endividando e ficando viciados em bets”, afirmou.
O candidato do Missão também disse que a sociedade brasileira “não tem maturidade” para exercer a liberdade de apostar nessas plataformas.
Segundo ele, as bets estão “estourando” o orçamento das famílias.
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“Barulho para o processo eleitoral”
Em Uberlândia (MG), Renan voltou a criticar a decisão e disse que Lula está fazendo “barulho para o processo eleitoral”.
“Lula está fazendo igualmente o Bolsa Família, uma medida populista em período eleitoral, desesperada, sem nenhum filtro de resolver de maneira clara e estruturada o problema. E apenas querendo fazer barulho para o processo eleitoral que ele está com medo de perder”, afirmou.
Renan disse que, caso eleito, pretende derrubar as bets após a posse e criar um modelo de recuperação para pessoas endividadas ou viciadas em apostas.
“E depois de dois meses vamos no modelo de recuperação dos brasileiros que não só se endividaram, mas estão viciados em jogo. Isso é a única maneira, fazer como ele está fazendo na canetada, é irresponsável”, disse.
MP de Lula
A proibição foi estabelecida por medida provisória assinada por Lula na sexta-feira, 25.
O texto veta apostas esportivas e jogos online, além da publicidade do setor. As novas apostas foram interrompidas com a publicação da MP, e as plataformas têm até 6 de outubro para sair do ar.
A medida interrompe um mercado que havia sido regulamentado pelo governo Lula em 2023, após a autorização das apostas esportivas durante o governo Michel Temer. Desde 1º de janeiro de 2025, apenas empresas autorizadas pela União podiam operar no país.
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