Governo Lula vai se reunir com clubes para medir impacto do fim das bets
Ministro da Fazenda diz que eventual compensação dependerá de diagnóstico sobre as receitas das equipes
O governo federal vai reunir clubes de futebol e confederações esportivas para medir o impacto do fim dos patrocínios de bets no esporte brasileiro. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira, 25, que, por enquanto, não há previsão de socorro.
A equipe econômica pretende primeiro dimensionar a dependência do futebol em relação às bets antes de decidir se haverá algum tipo de compensação.
“Por determinação do presidente Lula, vamos chamar tanto os clubes de futebol quanto as confederações para entender qual é o real impacto”, disse.
Segundo o ministro, a participação das empresas de apostas nos orçamentos dos clubes fica, em média, na casa de um dígito. Uma eventual medida dependerá do diagnóstico feito pelo governo.
“Caso seja necessário, caso essa seja a avaliação do governo, vamos adotar uma medida na sequência. Mas para hoje, não”, acrescentou.
O mercado de apostas deve movimentar cerca de R$ 1,1 bilhão no futebol brasileiro em 2026.
Dos 20 clubes da Série A, 14 têm contratos de patrocínio máster com empresas do setor, que podem ser afetados pela medida provisória assinada pelo presidente Lula (PT).
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Dependência varia entre clubes
Levantamento do jornal O Globo aponta que os patrocínios de bets representam cerca de 7% das receitas dos clubes da Série A.
Nenhum dos contratos analisados supera 13% do orçamento de uma equipe.
O Flamengo tem a maior exposição: recebe R$ 268,5 milhões por temporada da Betano, valor equivalente a 12,85% da receita bruta registrada pelo clube em 2025.
Corinthians e São Paulo aparecem em seguida, com 10,6% e 10,5%, respectivamente.
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