Lindbergh pede à PF quebra de sigilo fiscal de escritório de Flávio Bolsonaro
Petista solicitou ainda busca e apreensão no local; iniciativa ocorre por escritório ter emitido notas para empresas de Vorcaro
O deputado federal Lindbergh Farias (PL-RJ) pediu à Polícia Federal (PF), nesta sexta-feira, 24, a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telemático do escritório de advocacia do senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O petista diz haver indícios de que o local é de “fachada”.
A iniciativa ocorre após o portal Metrópoles revelar, na quarta, 22, que o escritório de advocacia de Flávio emitiu e cancelou duas notas fiscais que somavam 1 milhão de reais em favor de uma empresa apontada como de fachada e usada por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para movimentar 58 milhões de reais do Master.
As notas, no valor de 500 mil reais cada, foram emitidas em 7 de abril de 2025 pelo escritório que tem Flávio como único sócio.
Os documentos indicavam a prestação de serviços à Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A. e foram cancelados na mesma data. Naquele período, Vorcaro já havia realizado aportes milionários na empresa.
Em 9 de abril, o escritório de Flávio emitiu uma terceira nota fiscal, também no valor de 500 mil reais, desta vez em nome da Contábil Correa. Nesse caso, não há registro de cancelamento.
As duas empresas possuem uma ligação em comum: o contador Rogério Lourenço Novo. Ele aparece nos registros da Receita Federal como único diretor responsável pela Copenhagen, empresa da qual afirma ser proprietário, e também como único sócio da Contábil Correa.
Além disso, Rogério integra o conselho fiscal da Ambipar, outra companhia relacionada ao grupo de Daniel Vorcaro.
Lindbergh anunciou no X que fez os pedidos à PF. “O endereço do tal escritório é na mansão que ele mora em Brasília. Tudo indica que trata-se de escritório de fachada, que não tem clientes nem funcionários. Queremos que tudo seja investigado. É uma estrutura para lavar dinheiro?”, acrescentou o petista.
Na quinta-feira, 23, Lindbergh já havia apresentado uma notícia de fato à PF para que abra investigação sobre a relação de Flávio com “as empresas de fachada de Daniel Vorcaro“.
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