Eduardo usa tarifas para pressionar Congresso por anistia
Deputado licenciado rejeita possibilidade de interferência de Jair Bolsonaro
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira, 10, que a aprovação do projeto de lei de anistia aos envolvidos nos atos do 8 de janeiro no Congresso Nacional seria “um excelente sinal de moderação” e uma “oportunidade para dialogar” com os Estados Unidos sobre as tarifas aplicadas aos produtos brasileiros.
Em postagem no X, o parlamentar rejeitou a hipótese de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, resolver o impasse.
“O PR [Presidente] Jair Bolsonaro não pode resolver a Tarifa-Moraes. Botar pressão nele ajudará absolutamente 0% na solução do imbróglio.
Moraes pode começar a resolver este problema com sua caneta ou mesmo parando de enviar a PF na casa de parlamentares e seus parentes.
Congresso LIVRE aprova uma anistia AMPLA, GERAL E IRRESTRITA. Seria um excelente sinal de moderação, de quem é maduro e quer sentar e aproveitar a oportunidade para dialogar com a maior potência econômica do mundo“, escreveu.
Em nota divulgada na quarta, 9, Eduardo já havia aproveitado o tema para pressionar o Congresso a aprovar a anistia “ampla, geral de irrestrita”:
“Apelamos para que as autoridades brasileiras evitem escalar o conflito e adotem uma saída institucional que restaure as liberdades. Cabe ao Congresso liderar esse processo, começando com uma anistia ampla, geral e irrestrita, seguida de uma nova legislação que garanta a liberdade de expressão — especialmente online — e a responsabilização dos agentes públicos que abusaram do poder.”
Anistia no Congresso
Como mostramos, o projeto de lei será discutido somente após o retorno do recesso parlamentar.
Durante a reunião de líderes na terça, 8, os congressistas decidiram tratar de temas de caráter econômico nas duas últimas semanas de atividade legislativa antes das férias dos deputados.
A Câmara entra em recesso em 18 de julho.
Eduardo celebra tarifa
Em nota assinada em conjunto com um ativista bolsonarista, Eduardo responsabilizou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pelo fato de Trump ter decidido implementar tarifas de 50% sobre todos os produtos do Brasil.
O deputado, que decidiu se mudar para os Estados Unidos, celebrou sua articulação internacional pela criação da “Tarifa-Moraes”, batizada por ele em alusão às “violações” do ministro contra “jornalistas, cidadãos, residentes dos Estados Unidos” e ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Enquanto o Supremo Tribunal Federal e o ministro Alexandre de Moraes colecionavam
violações de direitos humanos contra jornalistas, contra cidadãos e residentes dos Estados
Unidos, também avançavam sobre o líder maior da oposição, o ex-presidente Jair Bolsonaro,
negando-lhe garantias mínimas de legalidade, defesa e presunção de inocência na forma da farsa de um julgamento quase sumário em um tribunal de exceção.
Em reação às restrições de vistos para violadores da liberdade de expressão anunciadas pelo
governo americano recentemente, o Supremo resolveu retaliar. Já na semana seguinte à medida, a corte pautou — e decidiu — por uma revogação parcial do Marco Civil da Internet, medida que inviabiliza o funcionamento regular das redes sociais americanas no Brasil. Um ataque direto à liberdade de expressão com consequências globais“, diz trecho.
Leia mais: Deputada do PSOL vai à PGR contra Eduardo após tarifaço’ de Trump
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Comentários (1)
Luis Eduardo Rezende Caracik
10.07.2025 18:58O que o congresso deveria fazer é cassar o mandato deste idiota, e rápido.