Servidor é condenado a devolver salários por não comparecer ao trabalho

23.10.2026

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Servidor é condenado a devolver salários por não comparecer ao trabalho
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Redação O Antagonista
4 minutos de leitura 10.07.2025 17:45 comentários
Brasil

Servidor é condenado a devolver salários por não comparecer ao trabalho

Um caso envolvendo a devolução de salários por um servidor público temporário chamou a atenção da sociedade brasileira.

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Servidor é condenado a devolver salários por não comparecer ao trabalho
Servidor é condenado a devolver salários por não comparecer ao trabalho. Créditos: depositphotos.com / SergPoznanskiy

Um caso envolvendo a devolução de salários por um servidor público temporário chamou a atenção da sociedade brasileira.

A decisão partiu da 4ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal e determinou que um funcionário contratado pela Secretaria de Saúde devolvesse aos cofres públicos uma quantia referente a salários recebidos sem ter cumprido expediente durante seis meses.

O profissional havia sido admitido em caráter temporário para atuar na pasta entre março e setembro de 2020, período em que, segundo apuração do governo distrital, não houve prestação de serviços por parte do contratado.

Apesar disso, o pagamento dos salários ocorreu de março a agosto daquele ano, totalizando R$ 19.900,63 com atualização monetária até março de 2024.

Com informações do Conjur.

Por que a Justiça determinou a devolução de salários de servidor público?

A principal fundamentação do juiz responsável pela sentença foi o princípio jurídico que proíbe o enriquecimento sem causa. O entendimento adotado pelo magistrado destaca que a remuneração do servidor público está condicionada ao efetivo exercício de suas funções.

Mesmo alegando ter solicitado desligamento e recebido os salários por engano, o argumento de boa-fé não foi suficiente para afastar a obrigação de devolver os valores ao erário.

Quais fundamentos legais sustentaram a decisão judicial contra o servidor?

Entre os fundamentos que sustentaram a decisão judicial está a jurisprudência do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, reforçando que o recebimento de salários sem a correspondente prestação de serviço configura pagamento indevido.

A legislação prevê que qualquer valor recebido de forma irregular, mesmo que decorrente de erro administrativo, deve ser restituído ao patrimônio público.

  • Enriquecimento ilícito: vedado pela legislação brasileira, é aplicado a casos nos quais uma pessoa obtém vantagem sem causa jurídica.
  • Obrigação de devolver valores: pagamentos feitos de modo equivocado, sobretudo no setor público, devem ser restituídos mediante decisão judicial.
  • Precedentes jurisprudenciais: tribunais brasileiros reiteram a necessidade de devolução em situações semelhantes.
Servidor é condenado a devolver salários por não comparecer ao trabalho
Servidor é condenado a devolver salários por não comparecer ao trabalho. Créditos: depositphotos.com / seb_ra

Como funciona a restituição ao erário nesses casos?

Em situações em que ocorre pagamento indevido a servidor ou empregado público, o procedimento habitual envolve a identificação do valor, atualização monetária e ajuizamento de ação para reaver o montante, em caso de não devolução voluntária.

A decisão judicial estabelece o prazo e as condições para o ressarcimento. No processo mencionado, a quantia original de R$ 13.965,12 foi corrigida para R$ 19.900,63, evidenciando a relevância da atualização para preservar o patrimônio público.

  1. Apuração do valor indevido pago ao servidor.
  2. Notificação para devolução voluntária ou ingresso de ação judicial.
  3. Determinação judicial das condições de restituição, considerando atualização monetária e, eventualmente, aplicação de juros.
  4. Execução da decisão, garantido o retorno dos recursos ao erário.

Quais são as principais consequências para o serviço público?

A devolução de salários recebidos injustamente contribui para a integridade na administração pública e reforça a necessidade de controles rigorosos em pagamentos a servidores.

Essa medida previne o uso indevido de recursos e garante que a remuneração corresponda à efetiva prestação de serviço, promovendo maior confiança na gestão pública.

Casos como este reforçam a importância da transparência e da observância das normas legais para evitar prejuízos ao patrimônio público. O acompanhamento dessas decisões serve tanto como alerta para a responsabilidade dos agentes públicos quanto como orientação para eventuais situações similares que possam surgir nos próximos anos.

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