“Quantas vezes estive com o banqueiro bandido?”, desafia Zema
Ex-governador mineiro ameniza – mas nem tanto – o tom das críticas ao senador e relativiza encontro com banqueiro investigado
O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) amenizou o tom de sua posição pública sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ser questionado, nesta terça-feira, 19, sobre o encontro do parlamentar com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e alvo de investigações por fraudes fiscais.
Durante café da manhã com empresários em Itapema (SC), Zema declarou nunca ter mantido contato com o banqueiro e recorreu a uma expressão popular para marcar distância do caso: “Assombração sabe para quem aparece”.
Segundo O Globo, Zema afirmou aos presentes que, apesar de residir na mesma cidade que Vorcaro, jamais se reuniu com ele, não trocou ligações nem marcou encontros. “Adivinhem, apesar de eu morar na mesma cidade que ele, quantas vezes eu estive com o banqueiro bandido? Quantas reuniões eu tive? Quantas ligações eu fiz para ele? Quantos encontros eu tive com ele? Zero”, disse o ex-governador, em trecho divulgado por ele mesmo nos stories de seu perfil no Instagram.
O ex-mandatário mineiro admitiu ter cruzado com Vorcaro uma única vez, em um almoço ou jantar, ocasião em que apenas o cumprimentou.
A declaração veio à tona no mesmo dia em que Flávio Bolsonaro confirmou, em pronunciamento à imprensa após reunião da bancada do PL no Congresso, ter ido à residência do banqueiro em São Paulo — onde ele cumpria prisão domiciliar — para tratar sobre o financiamento do filme ‘Dark Horse’, biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Sai o confronto, entra a ironia
A postura adotada por Zema nesta terça-feira contrasta com a tomada na semana passada. Quando tomou conhecimento dos áudios trocados entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, o ex-governador publicou um vídeo no Instagram classificando a conduta do senador como “imperdoável” e como “um tapa na cara do Brasil”.
As declarações provocaram reações negativas de integrantes da família Bolsonaro, de parlamentares ligados ao PL e de diretórios do próprio partido Novo que mantêm alianças com a legenda bolsonarista.
Diante da repercussão, Zema já havia suavizado o tom no fim de semana, descrevendo o episódio como “uma página virada”.
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