Mulher é acusada de conspirar para matar Netanyahu
O advogado da suspeita, Giora Zylberstein, em entrevista à rede de televisão privada Canal 12, defendeu que sua cliente não tinha a intenção real de causar mal ao primeiro-ministro israelense
Ministério Público de Israel anunciou, nesta quinta-feira, 24 de julho, a acusação de uma mulher residente em Tel-Aviv, suspeita de ter planejado um atentado com a intenção de assassinar o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Segundo um comunicado oficial do órgão, a mulher teria se envolvido ativamente em mobilizações contra o governo e se sabia acometida por uma doença terminal.
De acordo com as informações divulgadas, a acusada manifestou sua intenção de “se sacrificar para salvar o Estado de Israel”, o que levou as autoridades a considerar seu comportamento como uma ameaça significativa.
O promotor responsável pelo caso solicitou ao tribunal que mantivesse a suspeita sob vigilância domiciliar devido ao seu potencial perigoso.
A detenção da mulher ocorreu após um militante político, a quem ela havia confidenciado seus planos, informar um advogado sobre a situação.
Este, por sua vez, alertou os serviços de segurança israelenses, resultando na rápida intervenção das autoridades.
O advogado da suspeita, Giora Zylberstein, em entrevista à rede de televisão privada Canal 12, defendeu que sua cliente não tinha a intenção real de causar mal ao primeiro-ministro Netanyahu.
Ele destacou que a situação deve ser analisada com cautela e que as motivações da mulher podem estar ligadas a suas circunstâncias pessoais e estado de saúde.
Este incidente revive preocupações sobre a segurança dos líderes israelenses, lembrando o assassinato do ex-primeiro-ministro Yitzhak Rabin em 1995, que foi cometido por um extremista israelense e deixou cicatrizes profundas na sociedade do país.
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