Ilha paulista mantém quase 95% do território coberto por Mata Atlântica e esconde 43 praias entre cachoeiras, trilhas e pequenas comunidades caiçaras
Com 43 praias e 94,6% de Mata Atlântica preservada, o arquipélago alterna áreas urbanas com praias remotas e comunidades tradicionais.
A ilha paulista de Ilhabela mantém 94,6% do território coberto por Mata Atlântica e reúne 43 praias em um arquipélago marcado por montanhas e cachoeiras. Entre áreas urbanizadas e trechos remotos, algumas praias ainda dependem de barco, trilha ou veículo 4×4 para serem alcançadas.
Qual ilha paulista mantém 94,6% do território coberto por Mata Atlântica?
O destino é Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo. Em março de 2026, a prefeitura informou que o arquipélago conserva cerca de 32,5 mil hectares de floresta, equivalentes a 94,6% de seu território, com base no Atlas dos Municípios da Mata Atlântica.
O levantamento divulgado pela Prefeitura de Ilhabela também coloca o município entre os destaques nacionais em preservação do bioma. Grande parte dessa cobertura permanece protegida em áreas do Parque Estadual de Ilhabela.

Ilhabela realmente possui 43 praias espalhadas pelo arquipélago?
Sim. A contagem oficial mais recente divulgada pelo município registra 43 praias, com perfis bastante diferentes. Há faixas urbanizadas com restaurantes, quiosques e acesso por estrada, enquanto outras ficam em regiões onde a Mata Atlântica domina a paisagem.
Essa variedade permite passar de praias próximas aos bairros centrais para enseadas praticamente isoladas. A geografia recortada, com costões, montanhas e canais, ajuda a explicar por que algumas partes do litoral continuam mais difíceis de alcançar mesmo em um destino turístico conhecido.
Por que algumas praias só podem ser alcançadas por barco, trilha ou 4×4?
O relevo montanhoso e a presença de extensas áreas protegidas limitam a abertura de vias convencionais. Castelhanos, por exemplo, fica no lado leste da ilha e possui acesso terrestre por uma estrada-parque que atravessa aproximadamente 17 quilômetros de Mata Atlântica.
Já o Bonete é alcançado por barco ou por uma trilha de cerca de 12 quilômetros a partir da Ponta da Sepituba. O percurso passa por cachoeiras e mata, reforçando a diferença entre as praias conectadas à malha urbana e as comunidades voltadas para o mar aberto.
Os principais contrastes aparecem assim:
Como cachoeiras e trilhas ampliam a experiência além do mar?
Ilhabela possui dezenas de cachoeiras e uma rede de trilhas que atravessa diferentes trechos da floresta. Algumas rotas são curtas e próximas das áreas urbanizadas; outras avançam por terrenos mais exigentes, ligando praias, mirantes, rios e comunidades tradicionais.
A Trilha da Água Branca, dentro do Parque Estadual, está entre os exemplos mais procurados. Em outras regiões, caminhos para Bonete e Castelhanos combinam floresta, quedas d’água e litoral, fazendo com que o deslocamento até a praia seja parte importante da própria visita.
Quem vive nas comunidades caiçaras espalhadas por Ilhabela?
Ilhabela reconhece oficialmente 18 comunidades tradicionais distribuídas pelo arquipélago. Pesca artesanal, turismo, pequenas hospedagens e trabalhos ligados ao mar continuam presentes, embora cada núcleo possua população, infraestrutura e formas de acesso diferentes.
O turismo oficial de Ilhabela destaca Bonete e Castelhanos como praias inseridas em comunidades caiçaras tradicionais. No Bonete fica a maior delas, enquanto Castelhanos mantém restaurantes familiares, hospedagens simples e atividades ligadas à pesca e ao turismo.
A relação entre natureza e comunidade pode ser resumida assim:
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Como Ilhabela consegue conciliar turismo e uma área preservada tão grande?
O desafio está em concentrar infraestrutura nas áreas já ocupadas e controlar o uso de regiões ambientalmente sensíveis. O acesso por estrada-parque a Castelhanos, por exemplo, possui regras e limites de veículos, enquanto trilhas e unidades de conservação exigem manejo contínuo.
É esse equilíbrio que torna Ilhabela diferente de muitos destinos litorâneos. O arquipélago combina 43 praias e estrutura turística com uma cobertura florestal que ainda domina quase todo o território, preservando cachoeiras, montanhas e comunidades tradicionais entre o mar e a Mata Atlântica.
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