Parados nas garagens, 250 mil elétricos da GM teriam energia para abastecer 120 mil casas durante uma semana
Os 250 mil elétricos da GM com capacidade bidirecional formam, segundo a montadora, uma reserva de energia ainda pouco usada. Somadas, essas baterias poderiam ajudar a abastecer 120 mil casas americanas por até uma semana, em uma estimativa teórica da GM. O que significa dizer que esses carros poderiam abastecer 120 mil casas? Segundo a...
Os 250 mil elétricos da GM com capacidade bidirecional formam, segundo a montadora, uma reserva de energia ainda pouco usada. Somadas, essas baterias poderiam ajudar a abastecer 120 mil casas americanas por até uma semana, em uma estimativa teórica da GM.
O que significa dizer que esses carros poderiam abastecer 120 mil casas?
Segundo a General Motors, mais de 250 mil veículos elétricos da empresa que circulam nos Estados Unidos já possuem capacidade bidirecional. Isso significa que suas baterias podem, com a infraestrutura adequada, fornecer energia para uma residência ou participar de programas conectados à rede elétrica.
A montadora afirma que esse conjunto representa uma grande reserva distribuída. Em vez de permanecerem apenas carregando ou estacionados, os carros poderiam devolver parte da energia armazenada em momentos de falta de eletricidade ou de maior demanda do sistema.

Como a GM chegou à comparação com 120 mil residências?
No comunicado oficial sobre veículos bidirecionais, a GM afirma que cerca de um quarto de milhão de elétricos compatíveis teriam capacidade energética para ajudar a manter 120 mil casas por até uma semana.
A empresa ressalta que é uma estimativa ilustrativa. A nota metodológica usa aproximadamente 280 mil veículos com capacidade V2H e consumo residencial médio de 28,8 kWh por dia, baseado em dados da agência americana de energia.
O que são as tecnologias V2H e V2G citadas pela montadora?
V2H significa vehicle-to-home: o carro pode devolver eletricidade para uma residência equipada para receber essa energia. Já V2G, ou vehicle-to-grid, permite uma integração mais ampla, na qual veículos podem apoiar a rede elétrica em condições definidas pelas concessionárias.
Segundo a GM, os dois conceitos transformam a bateria do automóvel em um recurso energético que pode ser usado além da condução. A ideia é aproveitar períodos em que milhões de carros permanecem estacionados.
Na prática, a proposta envolve alguns elementos:
O carro poderia simplesmente ser ligado à casa durante um apagão?
Não em qualquer instalação. A própria GM informa que a função residencial exige um veículo compatível, uma casa adequadamente equipada e conexão correta com a rede. Condições climáticas, nível da bateria, modelo do veículo e consumo doméstico também alteram a duração possível.
Por isso, a comparação com 120 mil residências representa capacidade energética agregada, e não a promessa de que qualquer carro sustentará qualquer casa por sete dias. O resultado depende do consumo e da infraestrutura usada.
As diferenças principais ficam mais claras assim:
A GM já está testando carros elétricos conectados à rede?
Sim. Segundo a montadora, o trabalho com a Pacific Gas and Electric projeta mais de 52 mil veículos da GM participando de protocolos de equilíbrio da rede até 2030. Em Michigan, testes com a DTE Energy usam residências de funcionários da empresa.
O objetivo é verificar como carros podem oferecer energia de reserva sem ignorar preferências dos proprietários. A GM também afirma que pretende incorporar capacidade bidirecional aos veículos elétricos planejados daqui para frente.
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Por que essa ideia ganhou importância para o sistema elétrico?
A tese é usar baterias já instaladas em automóveis como uma reserva distribuída, especialmente durante horários de pico ou falhas locais. A U.S. Energy Information Administration acompanha o consumo residencial usado como referência para comparações desse tipo.
Mesmo assim, a escala anunciada pela GM ainda depende de conexão, regras tarifárias, autorização das distribuidoras e adesão dos proprietários. Os 120 mil lares representam um potencial teórico de armazenamento já presente nas ruas, não uma usina virtual plenamente disponível hoje.
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