Regra para quem leva cachorros no carro surpreende motoristas que sempre fizeram isso
Saiba como transportar o cachorro no carro da forma correta, evitar multas, proteger o pet e reduzir riscos durante a viagem
Levar o cachorro no banco da frente parece inofensivo, mas o animal solto pode distrair o motorista e comprometer o controle do veículo. Dependendo da posição do pet e da situação observada pela fiscalização, a viagem pode terminar em multa e pontos na CNH.
Cachorro solto no banco da frente gera multa?
O simples fato de o cachorro estar no banco do passageiro não determina automaticamente uma infração. O problema surge quando ele viaja sem contenção, circula pelo interior do carro ou interfere na atenção e nos movimentos de quem está dirigindo.
Nessas circunstâncias, o motorista pode ser enquadrado por conduzir sem a atenção ou os cuidados indispensáveis à segurança. A infração é leve, com multa de R$ 88,38 e três pontos na CNH.
Quando o transporte do animal fica mais grave?
A posição ocupada pelo cachorro pode mudar o enquadramento. Transportá-lo à esquerda do motorista ou entre seus braços e pernas é infração média, punida com multa de R$ 130,16 e quatro pontos.
Algumas situações aumentam o risco de autuação e de acidente durante o deslocamento:
Situações que tornam a viagem com o pet perigosa e irregular
O animal deve ser transportado sem interferir na condução e protegido contra quedas, impactos ou movimentos bruscos durante o trajeto.
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01
Animal no colo de quem está dirigindo
O pet pode limitar os movimentos do motorista, bloquear a visão e dificultar uma reação rápida diante de obstáculos ou frenagens.
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02
Cachorro circulando livremente entre os bancos
Com o carro em movimento, o animal pode pular sobre o condutor, causar distrações ou ser arremessado em uma colisão.
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03
Pet próximo ao volante, ao câmbio ou aos pedais
A presença do animal nessa área pode impedir o uso correto dos comandos e provocar uma perda repentina do controle do veículo.
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04
Parte do corpo para fora da janela
O animal fica exposto a objetos, galhos, outros veículos e ao risco de cair ou saltar durante o deslocamento.
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05
Cachorro transportado na área externa do veículo
Levar o pet em carroceria, estribo ou outra parte externa sem proteção adequada aumenta o risco de queda, fuga e ferimentos graves.
Levar o pet total ou parcialmente nas partes externas pode configurar infração grave. Nesse caso, a penalidade chega a R$ 195,23, cinco pontos na habilitação e retenção do veículo até a regularização.
Qual é a maneira correta de transportar o cachorro?
O ideal é manter o animal no banco traseiro, utilizando um dispositivo compatível com seu porte. A contenção impede que ele seja projetado em uma freada, pule sobre o motorista ou escape quando uma porta for aberta.
Entre as opções mais adequadas para uma viagem segura estão:
- Caixa de transporte firme e presa ao veículo.
- Cinto de segurança específico conectado a um peitoral.
- Cadeirinha própria para animais de pequeno porte.
- Grade ou rede divisória para cães transportados no compartimento traseiro.
O acessório deve ser ajustado sem apertar excessivamente o corpo do pet. Ao utilizar um cinto, a conexão deve ser feita no peitoral, e não diretamente na coleira, pois um impacto pode causar lesões no pescoço.
O cachorro pode viajar preso no banco da frente?
Não existe uma proibição geral baseada apenas no uso do banco da frente. Ainda assim, essa posição não é a mais segura, mesmo quando o animal está preso, porque ele permanece próximo do motorista e pode ser atingido pela abertura do airbag.
O banco traseiro oferece maior distância dos comandos do veículo e reduz as possibilidades de distração. Quando não houver alternativa, o pet deve permanecer devidamente contido, sem alcançar o condutor, a janela ou os equipamentos usados na direção.

Quais cuidados devem ser tomados antes da viagem?
Antes de sair, o motorista deve conferir se a caixa, o peitoral ou a cadeirinha está bem fixada. Também é importante acostumar o cachorro ao equipamento em percursos curtos, evitando que o primeiro contato aconteça durante uma viagem longa.
Alimentação pesada pouco antes da saída, calor excessivo e longos períodos sem parada podem aumentar o desconforto do animal. Água, ventilação e pausas em locais seguros ajudam a tornar o trajeto mais tranquilo.
Manter o cachorro preso não serve apenas para evitar multa. A contenção protege o pet, preserva a atenção do motorista e reduz as consequências de freadas ou colisões. Mesmo no deslocamento mais curto, o banco traseiro e o equipamento adequado continuam sendo as escolhas mais seguras.
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