Montadora com raízes centenárias não encontra parceiro e fecha sua principal fábrica deixando quase 6 mil pessoas sem emprego
A tentativa de salvar uma histórica fabricante terminou em abril de 2005 e espalhou perdas pela indústria e por uma comunidade inteira.
A principal fábrica de uma tradicional linhagem automotiva britânica parou depois que o último plano de sobrevivência perdeu força. Em abril de 2005, a companhia entrou em administração judicial e uma semana depois encerrou a produção em massa, atingindo milhares de famílias.
Qual montadora fechou sua principal fábrica?
A empresa era o Grupo MG Rover, fabricante responsável pelas marcas MG e Rover e pela unidade de Longbridge, em Birmingham. Naquele momento, era considerada a última montadora britânica independente dedicada à produção de automóveis em grande escala.
A companhia entrou em administração em abril de 2005. O governo concedeu um empréstimo emergencial de £ 6,5 milhões para manter as atividades por uma semana na tentativa de resgate. Sem comprador, a produção em massa terminou em 15 de abril.

Por que suas raízes eram centenárias?
A MG Rover existiu oficialmente apenas entre 2000 e 2005, mas herdou negócios, marcas e instalações com uma história muito anterior. A fábrica de Longbridge começou a produzir automóveis Austin em 1905, completando aproximadamente um século de fabricação quando foi fechada.
Ao longo das décadas, o complexo produziu modelos de Austin, British Motor Corporation, British Leyland e Rover. A empresa de 2000 surgiu quando a BMW vendeu operações do Rover Group à Phoenix Venture Holdings pelo valor simbólico de £ 10.
Por que encontrar um parceiro era indispensável?
A montadora enfrentava perdas, participação menor no mercado e veículos envelhecidos. Desenvolver carros novos exigia investimentos que ela não sustentava sozinha. O governo britânico considerava que sua sobrevivência de longo prazo dependia de um parceiro industrial estratégico.
A administração procurou diferentes acordos durante cinco anos, mas nenhum produziu a renovação necessária. Em 2004, as conversas com a chinesa Shanghai Automotive Industry Corporation, conhecida como SAIC, avançaram para uma possível parceria envolvendo tecnologia, desenvolvimento e produção.
Quatro fatores aumentavam a urgência do acordo:
Como as negociações com a SAIC terminaram?
O governo estudou um empréstimo-ponte para sustentar a MG Rover enquanto o acordo era concluído. Porém, o avanço dependia de uma transação comprovada, da participação financeira dos proprietários e de condições que permitissem o pagamento do dinheiro público.
Em abril, os assessores da SAIC informaram que o acordo não seguiria. A empresa chinesa também recusou comprar a MG Rover inteira ou parte dela como negócio em funcionamento. Sem financiamento ou outro parceiro, os administradores prepararam as demissões e o fechamento.
O que aconteceu com quase 6 mil trabalhadores?
O relatório do Parlamento britânico registrou a perda direta de quase 6 mil empregos. Cerca de cinco mil demissões foram anunciadas inicialmente, enquanto pequenos grupos permaneceram temporariamente para concluir veículos, cuidar de motores e preservar ativos.
Fornecedores e concessionárias também foram atingidos. Até setembro de 2005, aproximadamente 2.100 pessoas haviam sido demitidas em fornecedores das Midlands Ocidentais. Programas públicos ajudaram negócios a se diversificar e teriam preservado cerca de 1.300 outros postos.
Os números mostram como o impacto se espalhou:
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O fechamento também encerrou as marcas MG e Rover?
Não. O Grupo MG Rover encerrou suas atividades, mas seus ativos foram divididos. A Nanjing Automobile comprou a marca MG, equipamentos e partes de Longbridge em julho de 2005. A SAIC adquiriu a Nanjing dois anos depois.
A produção limitada de modelos MG retornou ao local, embora nunca na escala anterior e tenha terminado anos depois. Abril de 2005 marcou o fim da montadora independente e da fabricação em massa em Longbridge, não o desaparecimento do nome MG.
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