Projeto da isenção do IR inaugura sistema “mais solidário”, diz Alcolumbre
Presidente celebrou sanção do texto por meio de nota após não ir à cerimônia no Palácio do Planalto em meio atrito com o governo
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), comemorou na tarde desta quarta-feira, 26, por meio de nota, a sanção do projeto de lei que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até 5 mil reais mensais. Segundo o parlamentar, o texto, que também prevê um desconto parcial do IR para quem ganha entre 5.001 reais e 7.350 reais por mês, implementa um sistema tributário “mais solidário” no país.
“Justiça tributária não é um conceito distante. É vida real. É o Brasil dizendo que enxerga, respeita e protege quem mais precisa. Hoje celebramos a sanção do PL da Isenção do Imposto de Renda, uma conquista histórica que nasce do diálogo maduro e do compromisso do Congresso Nacional com um país mais justo“, inicia Alcolumbre.
“A nova lei corrige distorções antigas, leva alívio para milhões de famílias brasileiras e inaugura um sistema tributário mais solidário: quem ganha menos, paga menos; quem ganha mais, contribui mais. Estamos celebrando mais do que uma lei. Celebramos um pacto: o de construir um futuro em que cada brasileira e cada brasileiro tenha mais dignidade, mais oportunidade e mais esperança. O Brasil quer e pode ser um país mais justo. E estamos trabalhando para isso”, complementa.
Tanto Alcolumbre como o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), não compareceram nesta quarta-feira à cerimônia em que o presidente Lula (PT) sancionou o projeto de lei.
A ausência dos presidentes das duas Casas Legislativas ocorreu num momento de clima ruim entre os parlamentares e o governo federal. O posicionamento do Executivo em relação ao projeto de lei que cria o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, substitutivo apresentado à versão original do chamado PL Antifacção, desagradou Motta. Além disso, o deputado rompeu a relação institucional com o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ).
Já Alcolumbre ficou extremamente incomodado com a indicação do advogado-geral da União ao Supremo e pela forma como soube da notícia: pela imprensa. O presidente do Senado era o principal fiador da indicação de Rodrigo Pacheco, ex-presidente da Casa. Após Messias ser escolhido, Alcolumbre rompeu com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
Pela manhã, Motta fez uma publicação no X para celebrar a sanção do projeto do IR.
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