O que pode mover a Bolsa brasileira nesta terça
Alta das bolsas no exterior, recuperação da tecnologia e petróleo no radar elevam a expectativa para a abertura do mercado brasileiro
As bolsas ao redor do mundo operam em clima positivo nesta terça-feira (21), impulsionadas pela recuperação das fabricantes de chips após a pior semana do setor em mais de um ano.
Os futuros do Nasdaq sobem 1,27%, os do S&P 500 avançam 0,50% e os do Dow Jones ganham 0,34%, com os investidores de olho na temporada de balanços.
Ainda nos EUA, Alphabet, IBM e Tesla divulgam resultados nos próximos dias, além de General Motors, 3M e Chubb já nesta manhã.
Na Ásia, o otimismo foi ainda mais forte: o Nikkei japonês disparou 3,26% e o Kospi sul-coreano subiu 3,56%, recuperando parte das perdas recentes ligadas ao setor de tecnologia. Na China, o CSI 300 avançou mais de 3%, enquanto Hong Kong e Índia fecharam com leve queda.
No Brasil, o Ibovespa futuro amanhece em leve baixa de 0,20%, aos 173.371 pontos, e o dólar recuava 0,40%, cotado a 5,09 reais. Entre as ações mais acompanhadas na bolsa, a Petrobras sobe 0,61% e o Itaú avança 0,81%, enquanto Vale cai 1,38% e Magazine Luiza recua 1,22%.
O mercado local segue também de olho na agenda de indicadores internacionais, com destaque para o desemprego no Reino Unido e a balança comercial do Japão.
No mercado de commodities, o petróleo opera em recuperação nesta manhã: o WTI sobe 1,13%, a 83,41 dólares o barril, enquanto o Brent oscila perto de 88,60 a 89 dólares, após ter recuado no início da sessão e rompido temporariamente a casa dos 89 dólares.
O movimento ocorre depois de alta de quase 6% nos dois dias anteriores, ainda sob forte influência das tensões no Oriente Médio. O minério de ferro fechou em queda de 1,12% em Dalian, na China, cotado a 110,68 dólares a tonelada.
A trégua nos preços ocorre mesmo com Estados Unidos e Irã mantendo trocas de ataques pelo décimo dia consecutivo. O Goldman Sachs alerta que o Brent pode ultrapassar 120 dólares no quarto trimestre, caso o Estreito de Ormuz seja afetado de forma mais severa.
Já o bitcoin sobe cerca de 1,5% a 1,8%, cotado perto de 66.250 dólares, acompanhando o apetite por risco que também beneficia ações de tecnologia.
Para o investidor brasileiro, o dia reforça um cenário de cautela mista: alívio parcial com o petróleo menos caro, mas atenção redobrada aos desdobramentos geopolíticos que ainda podem pressionar combustíveis e inflação nos próximos meses.
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