Montadora chinesa recebe doação de terreno público de 1,74 milhão de m² e prepara fábrica de R$ 4,6 bilhões no Brasil
O projeto reúne grande área, investimento bilionário e planos de produção local
Um terreno público maior que muitos bairros será usado para colocar o Espírito Santo no mapa da indústria automotiva. A fábrica da GWM será instalada em Aracruz, numa área de cerca de 1,74 milhão de m². O projeto prevê investimento estimado em R$ 4,6 bilhões, capacidade para 200 mil veículos por ano e abertura gradual de milhares de postos de trabalho.
Onde será construída a nova fábrica da GWM?
A nova unidade será construída em Barra do Riacho, na zona industrial de Aracruz, às margens da ES-257. A área fica perto da Suzano, do Portocel e de estruturas ligadas ao Parklog/ES.
A Prefeitura de Aracruz informa que a cerimônia de lançamento ocorreu em 30 de junho de 2026. A previsão apresentada pelas autoridades é inaugurar a segunda fábrica brasileira da montadora em 2029.

O que a lei autoriza no terreno público?
A lei autoriza o Governo do Espírito Santo a doar a área à Great Wall Motors do Brasil para implantar o complexo automotivo. A destinação inclui produção, logística, infraestrutura de apoio e espaço para futuras ampliações.
A Lei estadual nº 12.892, de 30 de junho de 2026 e a proposta analisada pela Assembleia Legislativa do Espírito Santo definem os pontos centrais da transferência:
Por que Aracruz foi escolhida para receber o projeto?
Aracruz foi escolhida porque reúne terreno amplo, ligação rodoviária, atividade industrial e acesso à costa. A posição também ajuda no recebimento de peças e numa futura exportação de veículos.
A parceria logística entre GWM e Espírito Santo destaca os fatores usados para ampliar a operação no estado:
- Ligação rodoviária: a área tem acesso pela ES-257 e conexão com outros corredores do estado.
- Proximidade portuária: a costa facilita a entrada de insumos e o envio de veículos para outros mercados.
- Ambiente industrial: o terreno fica perto de grandes operações e de áreas planejadas para logística.
- Possibilidade de expansão: fornecedores e prestadores de serviço podem se instalar ao redor do complexo.

O que já está definido e o que ainda depende da implantação?
A autorização legal e a localização já estão definidas, mas a fábrica ainda precisa avançar por estudos, licenciamento e obras. Os números de produção, empregos e prazo continuam como metas do projeto.
O Governo do Espírito Santo separa as etapas concluídas das próximas fases:
O que a fábrica pode mudar no Espírito Santo?
A fábrica pode ampliar a indústria capixaba e atrair empresas de peças, logística, manutenção e tecnologia. O efeito também pode alcançar construção civil, cursos técnicos e serviços usados pelos trabalhadores.
O governo estadual estima entre 1.500 e 3.500 postos durante a implantação e até 10 mil empregos diretos e indiretos na fase operacional. Esses resultados dependem do avanço das obras e da produção. O terreno abre espaço para o projeto, mas a transformação virá com cada etapa cumprida.
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Comentários (1)
Mariad
21.07.2026 09:50A " implantação e até 10 mil empregos diretos e indiretos na fase operacional". PERFEITO. Será mão de obra brasileira ou chinesa? Quem fiscalizará ?