Novo CEO da Apple mira visão de Steve Jobs e gestão de Tim Cook
John Ternus substitui Tim Cook como CEO da Apple. Perfil detalhista e próximo da engenharia lembra Steve Jobs e deve acelerar projetos de IA
A decisão da Apple de substituir Tim Cook por John Ternus a partir de setembro intensificou um debate sobre quais serão as prioridades da próxima gestão.
Depois de quinze anos de Cook no comando, investidores passaram a cobrar uma resposta mais rápida para o avanço da inteligência artificial e para a queda do ritmo de inovação da companhia.
Ternus trabalha na Apple desde 2001 e ganhou espaço ao liderar áreas centrais de hardware. Ele participou do desenvolvimento de iPhone, iPad, Mac, AirPods e Apple Watch.
O executivo também comandou a transição dos computadores Mac para chips próprios, uma mudança que ajudou a impulsionar vendas e margem de lucro.
Seu projeto mais recente foi o iPhone Air, lançado em 2025 e tratado internamente como a maior reformulação do aparelho desde 2017.
Cook deixará o cargo após transformar a Apple em uma empresa avaliada em mais de quatro trilhões de dólares, fortalecer a divisão de serviços e multiplicar o valor das ações.
Mesmo assim, parte do mercado entende que a companhia perdeu velocidade para criar novas categorias de produto e reagir ao avanço de rivais como Nvidia, Microsoft e Google.
Nos últimos meses, a pressão sobre Cook aumentou porque a Apple ainda não apresentou uma estratégia clara para integrar inteligência artificial aos iPhones e à Siri.
A empresa negocia parcerias externas, como o uso do Gemini, do Google, mas ainda não lançou um produto capaz de marcar essa nova fase do setor.
Internamente, Ternus é visto como um executivo detalhista, próximo das equipes de engenharia e mais inclinado a decisões rápidas. Esse perfil lembra mais Steve Jobs do que Cook.
A expectativa dentro da Apple é que ele acelere projetos ligados a telas dobráveis, realidade aumentada e dispositivos movidos por inteligência artificial.
Outra mudança importante envolve a estrutura de comando. Johny Srouji assumirá a supervisão de engenharia de hardware e chips, enquanto Cook permanecerá como presidente executivo do conselho.
Analistas afirmam que a Apple tenta combinar duas características na nova fase. Quer manter a disciplina operacional construída por Cook, mas também recuperar parte da cultura de produto que marcou os anos de Jobs.
O equilíbrio em equacionar essas duas vertentes deve definir os próximos lançamentos da gigante americana.
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