Zema critica debate sobre fim da escala 6×1 e defende reformas
"O pessoal aqui de Brasília tem a ideia de que uma canetada vai fazer o Brasil crescer", afirmou
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) criticou nesta segunda-feira, 22, o debate sobre o fim da escala 6×1 e defendeu que o país precisa de reformas para potencializar a economia.
Durante evento “Indústria na Agenda dos Presidenciáveis”, em Brasília, Zema afirmou que o Brasil necessita de “três choques”: moralidade, contra a criminalidade e gastança pública.
“Vamos precisar de um choque nessa questão da gastança, de rever uma reforma da Previdência. É necessário uma reforma administrativa e também uma revisão dos programas sociais”, disse.
Na avaliação do ex-governador, a redução dos juros estimularia os investimentos privados e aumentaria a competitividade da indústria nacional.
“O pessoal aqui de Brasília tem a ideia de que uma canetada vai fazer o Brasil crescer, vai fazer o trabalhador ganhar mais. Infelizmente o brasileiro ainda acredita nesse tipo de coisa, como está aí a questão da 6×1”, disse.
Fim da urgência
O líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), anunciou na última terça-feira, 16, a retirada do pedido de urgência constitucional do projeto de lei que trata da jornada e da escala de trabalho, tema que ficou conhecido pelo debate sobre o fim da escala 6×1.
Segundo o petista, o requerimento já foi encaminhado ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o que encerra o trancamento da pauta da Casa e permite a retomada das votações de outras matérias.
“O pedido de urgência foi retirado, e a pauta não está mais trancada. Já houve um diálogo e foi formalizado o requerimento. Portanto, esse tema não entrará na reunião de hoje do plenário”, afirmou.
Segundo Pimenta, o governo pretende concentrar esforços na regulamentação da proposta.
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