O maior navio de guerra da América do Sul que redefiniu completamente a capacidade de projeção marítima do Brasil
Como o maior navio de guerra da América do Sul protege o mar do Brasil
O maior navio de guerra da nossa região pertence à frota brasileira e impressiona pelo tamanho gigante e pela tecnologia que carrega nos seus corredores de aço. O navio aeródromo multipropósito NAM Atlântico transformou a nossa defesa marítima e consegue transportar aeronaves pesadas e ajudar em missões de paz em qualquer canto do planeta.
De onde veio esse monstro dos oceanos que agora é nosso?
Essa embarcação imensa fazia parte da marinha do Reino Unido e tinha o nome de HMS Ocean antes de ser comprada pelo governo brasileiro no ano de 2018. A nossa equipe militar pagou cerca de 84 milhões de libras na época para trazer essa máquina para as águas nacionais, um valor considerado muito bom pelo estado de conservação do veículo.
A chegada dele serviu para tapar o buraco deixado pelo antigo porta-aviões São Paulo, que acabou sendo aposentado após dar muitos problemas de manutenção. O gigante passou por reformas para receber os sistemas de comunicação da Marinha do Brasil e hoje fica baseado na cidade do Rio de Janeiro pronto para zarpar.

Quais são os números que mostram o tamanho do maior navio de guerra?
O comprimento total dele passa de 203 metros, o que equivale a quase dois campos de futebol enfileirados na praia. O peso dessa fortaleza flutuante chega perto de 22 mil toneladas quando está carregada com combustível, mantimentos, veículos terrestres de combate e munição pesada.
O convés superior serve de pista e tem espaço para operar até sete helicópteros ao mesmo tempo na correria de uma batalha. A tripulação fixa conta com mais de 400 militares, mas o espaço interno consegue abrigar um grupo extra de 800 fuzileiros navais para desembarques rápidos em praias inimigas.
Esta tabela mostra como o gigante brasileiro se compara com outras embarcações famosas:
| Nome da embarcação militar | Comprimento em metros | Capacidade de tripulação |
|---|---|---|
| NAM Atlântico (Brasil) | 203 metros | 1.200 pessoas |
| Fragata Classe Tamandaré (Brasil) | 107 metros | 130 pessoas |
| Porta-aviões Classe Nimitz (EUA) | 332 metros | 5.000 pessoas |
Como essa máquina funciona no combate e em missões de socorro?
A versatilidade é o ponto forte desse gigante, que possui um sonar moderno para detectar ameaças e radares de última geração que monitoram o céu. O navio conta com quatro canhões de tiro rápido para defesa próxima e sistemas que conseguem despistar mísseis inimigos que tentem acertar o casco.
O espaço interno abriga uma estrutura médica completa com centro cirúrgico, UTIs avançadas e consultório de dentista para atender os soldados feridos. Essa UTI flutuante ajuda muito em desastres naturais na costa brasileira, como aconteceu nas chuvas fortes do litoral de São Paulo em anos anteriores.
Abaixo listamos os principais equipamentos que viajam nos porões desse colosso:
- Helicópteros de ataque equipados com mísseis antinavio para afundar ameaças distantes.
- Lanchas de desembarque rápidas que levam tropas e jipes até a areia da praia.
- Tratores e guindastes pesados que movimentam as cargas e caixas nos galpões internos.
O maior navio de guerra consegue carregar aviões de caça na pista?
Diferente dos porta-aviões americanos, o nosso navio principal não possui aquela catapulta na pista que joga os jatos para o ar nas decolagens. Ele foi desenhado para operar com helicópteros e aeronaves que conseguem pousar e subir na vertical, o que limita um pouco o uso de caças tradicionais de alta velocidade.
O Brasil utiliza os helicópteros Seahawk e Super Cougar no convés para fazer a patrulha e caçar submarinos invasores escondidos nas profundezas. Essa combinação garante uma proteção forte para o nosso litoral e mantém a soberania na região da Amazônia Azul sem gastar os bilhões de dólares que um porta-aviões comum exigiria.

Por que esse investimento mexe com o respeito ao país no exterior?
Ter uma belonave desse porte eleva o status diplomático do país e coloca nossas forças armadas em um patamar superior nas reuniões da ONU. O comando militar consegue liderar forças tarefas internacionais de paz e proteger as rotas de comércio marítimo por onde passa quase tudo o que a nossa economia exporta todo ano.
O colosso intimida nações inimigas e mostra que o país tem dentes para defender suas riquezas petrolíferas da camada do Pré-Sal. No fim das contas, manter esse gigante navegando custa caro para o orçamento, mas garante que ninguém tente crescer o olho para cima das nossas águas territoriais.
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