Viana busca assinaturas para criar CPMI do Lulinha no Congresso
São necessárias pelo menos 27 assinaturas de senadores para que o requerimento de criação da CPI possa ser protocolado
O ex-presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (PSD-MG), anunciou nesta quinta-feira, 20, que está buscando assinaturas para um requerimento de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre o empresário Fábio Luís Lula da Silva – o Lulinha -, filho do presidente Lula (PT).
São necessárias pelo menos 27 assinaturas de senadores e 171 de deputados para que o requerimento possa ser protocolado.
Viana fez o anúncio pelo X. Inicialmente, na rede social, ele disse que estava buscando assinaturas para criar uma CPI, mas depois disse que, a pedido de parlamentares, optou por alterar para CPMI.
“Estou entrando nesse momento com o pedido de criação da CPI DO LULINHA no Senado Federal. Agora precisamos das 27 assinaturas necessárias. E eu preciso da ajuda de vocês: cobrem os senadores dos seus estados para que assinem imediatamente essa CPI”, escreveu numa primeira publicação.
“Quero saber quem abriu portas dentro do Governo, quais interesses foram intermediados e qual foi, de fato, o papel de Lulinha nos episódios investigados. Na CPMI do INSS, eu enfrentei gente poderosa. Não vai ser diferente agora. O Brasil exige investigação. Filho do presidente da República não está acima da lei. Cobrem seus senadores. Quem não tem medo da verdade, assina”, complementou.
Depois, em outra publicação, pontuou: “CPMI DO LULINHA JÁ. A pedido de Helio Lopes, Cabo Gilberto Silva, Mario Frias e diversos outros parlamentares que manifestaram interesse em participar, mudamos o pedido de CPI para CPMI, permitindo que deputados e senadores possam assinar e integrar essa apuração. Agora a mobilização será nas duas Casas. Quanto mais gente disposta a investigar, melhor para o Brasil. Vamos unir forças. A verdade não pode ter medo de uma CPMI”.
Na última terça-feira, 18, Viana pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que seja avaliada uma possível oitiva de Lulinha.
A iniciativa ocorre após virem à tona mensagens trocadas entre Lulinha e Roberta Luchsinger, de março de 2024, que sugerem que a dupla, investigada pela Polícia Federal por tráfico de influência, atuava em lobby junto do gabinete do presidente Lula (PT).
No diálogo, o filho de Lula disse que participou de reuniões com o ex-chefe de gabinete de Lula Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e o então secretário-executivo do Ministério da Saúde Swedenberger Barbosa, o Berger.
Eis o diálogo:
[Roberta Luchsinger]: Nosso nível tá outro.
[Roberta Luchsinger]: Nosso futuro é a Suíça.
[Roberta Luchsinger]: Poucos negócios é bom.
[Roberta Luchsinger]: Esse povo aqui tá em outra vibe.
[Lulinha]: Isso… deixa eles… trabalho para caralho e nunca da em nada.
[Roberta Luchsinger]: Decepção tá.
[Lulinha]: É que o Fernando abusa… Todo dia tem um pedido novo pra ele… todo santo dia… Ele parou de atender ZP e Fernando.
[Roberta Luchsinger]: Marcola não quer.
[Roberta Luchsinger]: Ele tá incomodado.
[Roberta Luchsinger]: I falou pra gente almoçar com Berger e ele sem Fefe.
[Roberta Luchsinger]: Pq ele não quer mesmo.
[Lulinha]: Isso… Já é o terceiro almoço que eu tenho com ele ele pede pra ser só entre nós.
Segundo os investigadores, “Fernando” ou “Fefe” a quem Lulinha e Roberta se referem é Fernando Bittar, ex-sócio do filho do presidente Lula e um dos donos formais do sítio de Atibaia.
O sítio que era usado por Lula em Atibaia e que lhe rendeu uma condenação por lavagem de dinheiro e corrupção passiva na Operação Lava Jato foi comprado em 2010 pelo valor de 1,5 milhão de reais.
Advogado se reúne com Lula
O filho do presidente é alvo de três inquéritos em andamento no STF. Um dos fundadores do grupo Prerrogativas, Carvalho foi escolhido para coordenar, em São Paulo, a campanha do presidente Lula, que disputará a reeleição em outubro.
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