Teles confirmam que número contatado por Vorcaro é do STF, diz Viana
Viana fala que não pode afirmar que o número realmente pertencia a Moraes, mas que está comprovada a propriedade como sendo do STF
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse nesta quinta-feira, 19, que as empresas de telefonia confirmaram que um número para o qual Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, enviou mensagem pertence ao Supremo Tribunal Federal (STF).
No material obtido pela CPMI a partir da quebra do sigilo telemático de Vorcaro, o número aparece na lista de contato de Vorcaro como sendo do ministro Alexandre de Moraes.
Viana disse que não pode afirmar que o número realmente pertencia a Moraes, mas que está comprovada a propriedade como sendo do STF.
“Foi solicitado às empresas de telefonia a confirmação da propriedade de um dos números citados na quebra de sigilo do Sr. Vorcaro e que, divulgado pela imprensa, deu como destinatário o Ministro Alexandre de Moraes“, declarou o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, na reunião desta quinta do colegiado.
“O relatório oficial que nos foi enviado é de que o número é do Supremo Tribunal Federal. Está confirmado oficialmente que o Sr. Vorcaro tinha acesso com alguém do Supremo Tribunal Federal. Não posso aqui fazer a afirmação de qual ministro, uma vez que, naturalmente, nós vamos oficiar ao Supremo para que nós tenhamos essa informação e a clareza de com quem estava o número no dia em que a comunicação foi feita“, acrescentou.
Segundo o jornal O Globo, Vorcaro enviou mensagem a Moraes em 17 de novembro do ano passado, dia em que o dono do Master foi preso.
Nova oitiva
A CPMI, que investiga os decontos não autorizados em aposentadorias e pensões, ouviu nesta quinta o CEO do C6 Bank, Artur Ildefonso Brotto Azevedo.
No depoimento, ele disse que discorda “veementemente“ da decisão do INSS de suspender novos empréstimos consignados da instituição financeira. Azevedo negou que o C6 Bank tenha cometido alguma irregularidade.
A suspensão ocorreu na terça-feira, 17. A decisão veio depois de um aumento de reclamações sobre descontos não autorizados nos contracheques, com indícios de inclusão de contratos e venda casada.
O INSS cobra a devolução de cerca de 300 milhões de reais aos beneficiários afetados, valor estimado a partir de auditorias preliminares. Os descontos foram registrados ao longo de meses sem consentimento claro dos segurados.
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