Solidariedade e PRD devem anunciar federação nesta semana
Movimento ocorre em meio às preocupações de ambos os partidos em superar a cláusula de desempenho nas eleições de 2026
O Solidariedade e o Partido Renovação Democrática (PRD) marcaram um evento para quarta-feira, 25, no Salão Verde da Câmara dos Deputados, para anunciar que formarão uma federação partidária.
As federações foram criadas pela reforma eleitoral de 2021. Quando partidos fazem esse tipo de aliança, passam a atuar com uma única agremiação partidária, em todo o país. Após formada, a federação deve vigorar por pelo menos quatro anos.
O PRD surgiu da fusão entre o Patriota e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2023, mesmo ano em que a Corte deferiu o pedido de incorporação do Partido Republicano da Ordem Social (Pros) pelo Solidariedade.
Uma eventual bancada conjunta do Solidariedade e do PRD na Câmara teria 10 parlamentares, sendo cinco da primeira e cinco da segunda. Os partidos não possuem senadores.
O movimento para formar uma federação partidária ocorre em meio às preocupações de ambos os partidos em superar a cláusula de desempenho nas eleições de 2026.
Atualmente, a regra é que para receber verba do fundo partidário e ter acesso ao tempo de propaganda no rádio e na televisão, o partido precisa, nas eleições para deputado federal, obter pelo menos 2% dos votos válidos, distribuídos em pelo menos nove estados, com um mínimo de 1% dos votos válidos em cada um; ou eleger ao menos 11 congressistas, distribuídos em pelo menos nove estados.
Porém, nas eleições de 2026, ficará mais difícil: o partido precisará obter ao menos 2,5% dos votos válidos, distribuídos em pelo menos nove estados, com um mínimo de 1,5% dos votos válidos em cada um; ou eleger ao menos 13 deputados federais, distribuídos em pelo menos nove estados.
Outras federações
Atualmente, há três federações registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE): a denominada Brasil da Esperança, entre o Partido dos Trabalhadores (PT), o PCdoB e o PV; a aliança entre o PSDB e o Cidadania; e aquela entre o Psol e a Rede Sustentabilidade. As três foram formadas em 2022.
O partido que deixar a federação antes do prazo mínimo de quatro anos não pode ingressar em outra nem celebrar coligação nas duas eleições seguintes. Além disso, não pode utilizar o Fundo Partidário durante o tempo que restar para completar o período em que deveria estar na aliança.
O União Brasil e o Progressistas (PP) também estão em processo para formar uma federação partidária, a União Progressista. Eles somam 109 deputados federais e 14 senadores.
Em abril deste ano, o presidente do PSDB, Marconi Perillo, disse a O Antagonista e a Crusoé, que pretendia retomar conversas com o Solidariedade sobre uma possível formação de federação partidária. Essa retomada ocorreria após a fusão entre PSDB e Podemos, mas os tucanos desistiram da fusão.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)