Governo do PL vai à China conhecer aviões “vermelhos”
A visita faz parte de uma agenda oficial do governador na China e suscitou críticas de aliados mais alinhados ao bolsonarismo,
O governador Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, visitou na quinta-feira última uma das maiores fábricas de aviões da China, localizada na cidade de Harbin. Segundo o governo do Estado, a unidade pertence a um dos maiores grupos industriais chineses, com mais de 500 mil funcionários e décadas de experiência na produção de aeronaves civis e militares que hoje voam em diversos países ao redor do mundo.
A visita faz parte de uma agenda oficial do governador na China e suscitou críticas de aliados mais alinhados ao bolsonarismo, conforme apurou O Antagonista. O compromisso foi divulgado nas redes sociais pelo secretário de Relações Internacionais, Paulinho Bornhausen, como destaque do primeiro dia da missão internacional.
A cena, conforme integrantes do PL alinhados à corrente mais ideológica do partido, chama a atenção pela contradição: enquanto o bolsonarismo costuma atacar o “comunismo chinês”, o governo de Santa Catarina, comandado por um dos mais fiéis aliados de Bolsonaro, defende o modelo estatal de desenvolvimento tecnológico promovido pelo Partido Comunista da China.
De acordo com o governo estadual, o objetivo da missão é “ampliar a conectividade regional em Santa Catarina”.
“O estado conta atualmente com 23 aeroportos regionais e busca alternativas para garantir voos regulares que impulsionem o desenvolvimento econômico em todas as regiões”, informou nesta segunda-feira o Palácio Cruz e Sousa.
Durante a viagem, o governo estadual tem monitorado as negociações entre uma empresa catarinense do setor de saúde e a China para a instalação de uma linha de montagem de aviões no Estado.
“É uma negociação entre entes privados, mas que interessa o nosso estado. Tanto a compra de aviões para proporcionar voos regionais, quanto a instalação de uma linha de montagem que vai gerar empregos e recursos para Santa Catarina”, afirmou o governador Jorginho Mello por meio da agência oficial do governo.
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