Sérgio Pina, o pai de santo de Anitta, no ato de Bolsonaro
Religioso esteve na avenida Paulista para apoiar Bolsonaro na manifestação pela anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro
Dos milhares de apoiadores de Jair Bolsonaro no ato pró-anistia do domingo, 6, na avenida Paulista, um deles ainda não era conhecido entre as figuras que circundam o ex-presidente: Sérgio Pina (à esquerda na foto), pai de santo responsável pelo terreiro de candomblé frequentado pela cantora Anitta.
Coube à evangélica Michelle Bolsonaro apresentar Pina, destacando sua importância e representatividade entre os adeptos das religiões de matriz africana.
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Diálogo inter-religioso?
Sérgio Pina foi recebido amistosamente por Silas Malafaia, conhecido pastor neopentecostal e apoiador de longa data de Jair Bolsonaro, e por Padre Kelmon, figura inusitada na campanha presidencial de 2022.
A ex primeira-dama saudou o novo militante:
“Nós estamos aqui todos juntos em prol do nosso Brasil. Quero chamar nosso pastor Silas Malafaia, o Padre Kelmon e, aqui também, o representante da religião de matriz africana, Sérgio Pina. Todos juntos em prol da liberdade da nossa ação. Homens e mulheres de bem lutando pelo nosso Brasil. Obrigada por ter vindo, Sérgio”.
Quem é Sérgio Pina?
Anitta conheceu o pai de santo em 2013, depois do lançamento de Show Das Poderosas. Nessa época, a cantora esteve no terreiro de Pina em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e posou para uma selfie. Desde então, a artista tem manifestado com mais convicção sua fé religiosa.
O religioso aparece inclusive no clipe da música ‘Aceita’, que mostra rituais do candomblé.
Anitta já criticou – e foi criticada por – Bolsonaro
Em algumas ocasiões, Anitta e Bolsonaro já trocaram farpas e se criticaram mutuamente. Em 2021, ela disse que fez “mais pela galera do que o senhor”.
Durante sua apresentação no festival Coachella de 2022, ela publicou nas redes sociais: “A bandeira do Brasil e as cores da bandeira do Brasil pertencem aos BRASILEIROS. Representam o BRASIL em GERAL. NINGUÉM pode se apropriar do significado das cores da bandeira do nosso país. Fim.”
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