Quem será o substituto de Cláudio Castro na disputa pelo Senado no RJ?
A expectativa é que o PL escolha na semana que vem quem vai disputar o cargo. A ideia do partido é fazer pesquisas internas
O nome do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), vem ganhando força para substituir o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro na disputa pelo Senado.
Além dele, outros dois personagens são apontados como possíveis candidatos com as bênçãos do clã Bolsonaro: Carlos Jordy e o atual senador Carlos Portinho.
A expectativa é que o PL escolha na semana que vem quem vai disputar o cargo. A ideia do partido é fazer comparações de pesquisas internas e ver qual nome tem a maior viabilidade eleitoral.
Até o início do ano, Portinho era apontado como o favorito ao posto, mas, sem espaço na sigla, ele foi convencido a disputar o cargo de deputado federal. Agora, seu nome volta a ser apontado como eventual candidato.
Jordy é visto por integrantes do PL como o ‘azarão’ da disputa, principalmente pelo fato de ele ter sido alvo de ações da Polícia Federal, o que poderia trazer o noticiário policialesco para dentro da campanha de Flávio Bolsonaro.
O filho do ex-presidente e que tenta chegar ao Palácio do Planalto terá poder decisivo da escolha do candidato do PL ao Senado no Rio de Janeiro.
A desistência de Cláudio Castro
Como mostramos na semana passada, Castro comunicou a Valdemar Costa Neto que não iria mais concorrer a uma vaga no Senado nas eleições deste ano.
A retirada da pré-candidatura ocorreu após ele ter sido alvo de duas operações da Polícia Federal (PF). Ele foi alvo em 15 de maio da Operação Sem Refino, deflagrada para investigar um conglomerado do setor de combustíveis suspeito de usar uma estrutura societária e financeira para ocultar patrimônio, dissimular bens e enviar recursos ao exterior de forma irregular; e dia 26, da oitava fase da Operação Compliance Zero.
Em 24 de março ainda, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou Castro inelegível, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
O placar foi 5 votos a 2 a favor da inelegibilidade. Votaram a favor as ministras Estela Aranha, Isabel Gallotti, Cármen Lúcia e os ministros Floriano de Azevedo Marques e Antônio Carlos Ferreira. O acórdão do julgamento foi publicado em 23 de abril.
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