PF mira dono de postos que abasteceram campanha de Cláudio Castro
Empresas de Fernando Trabach foram contratadas pelo governo do RJ após eleição; investigação também apura vínculos do empresário com Rodrigo Bacellar
O empresário Fernando Trabach Gomes (foto) também foi alvo de um dos mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal na quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta quinta-feira, 2, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação busca esclarecer as ligações do empresário com o ex-governador Cláudio Castro e com o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) Rodrigo Bacellar.
Durante a campanha de reeleição de Cláudio Castro, em 2022, postos de combustíveis pertencentes a Trabach abasteceram a maior parte da frota do então candidato.
Segundo a prestação de contas enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a campanha gastou R$ 478 mil na compra de cerca de 70 mil litros de diesel, sendo que dez dos 12 postos fornecedores pertenciam ao empresário.
Após a posse de Castro, empresas ligadas a Trabach passaram a firmar contratos com o governo do Rio de Janeiro. O empresário também já foi investigado pelo Ministério Público fluminense por suspeita de integrar uma organização criminosa. À época, sua defesa era feita por Rodrigo Bacellar.
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Operação mira lavagem de dinheiro
Nesta fase da Operação Unha e Carne, Alexandre de Moraes determinou três prisões preventivas e 14 mandados de busca e apreensão.
Também foram alvos o ex-deputado Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, e Bernardo Coutinho, sobrinho do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho.
Segundo a Polícia Federal, a operação aprofunda a investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro liderado por Adilsinho e suas possíveis ligações com integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do Rio de Janeiro.
A corporação também apura suspeitas de pagamentos do jogo do bicho e da chamada “Máfia do Cigarro” a agentes públicos, além de possíveis doações eleitorais.
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Prisão do pastor Márcio Poncio
Na quinta, a Polícia Federal prendeu também o pastor Márcio Poncio, um dos alvos da quinta fase da Operação Unha e Carne. Ele foi detido em um flat na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.
Pastor e empresário do ramo do tabaco, Poncio é pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ) e do cantor Saulo Poncio.
Nas redes sociais, ele costuma se apresentar como “patriarca da família Poncio” e membro da Igreja da Nuvem.
Por causa de sua trajetória no setor de cigarros, ele também é conhecido como o ‘pastor do cigarro’.
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