Ouvir Vorcaro na CPMI do INSS é “questão de honra”, diz Carlos Viana
Presidente da comissão do Congresso reforçou que pedirá ao STF a revisão de decisão que tornou facultativa a ida do banqueiro
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta segunda-feira, 9, que é uma “questão de honra” realizar a oitiva de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no colegiado. O parlamentar vai pedir ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que reveja a decisão que tornou facultativa a ida de Vorcaro à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, do Congresso.
“Vorcaro é uma questão de honra para a presidência, para mim, que ele venha como um cidadão que tem que dar declarações. Ele não vai ser ouvido em sessão secreta, em sessão sigilosa, nada disso. O que eu pretendo é que o STF nos dê o direito de trazê-lo, como determina a Constituição e as leis que regem a CPMI. Que ele venha à CPMI como uma pessoa que tem muito a esclarecer neste país. Estando em Brasília preso, facilita em muito“, afirmou Viana, em entrevista coletiva.
“Porque aí não tem mais polêmica de jatinho, de advogado, não tem mais problemas de avião da PF à custa do dinheiro público, ele já está aqui. É só uma questão de conseguirmos junto ao ministro André Mendonça a autorização para que ele venha. E virá como uma pessoa comum, não terá nenhum tipo de privilégio quando comparecer à CPMI”.
Viana tem uma reunião com Mendonça marcada para o final da tarde de quarta-feira, 11. O presidente da CPMI disse que, na ocasião, pedirá ao ministro a revisão das decisões que permitiram que pessoas não fossem ao colegiado.
O senador pontuou ainda que não vai pautar mais requerimentos de quebras de sigilos na comissão até que o ministro Flávio Dino, do Supremo, esclareça o alcance da sua decisão que beneficiou o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Segundo Viana, a presidente da Crefisa e do Palmeiras, Leila Pereira, disse que essa decisão anulou a convocação dela que a CPMI havia aprovado, mas Viana discorda desse entendimento; para ele, Dino anulou apenas quebras de sigilos, não convocações. Dessa forma, a Advocacia do Senado pedirá esclarecimentos ao ministro.
Leila seria ouvida pela comissão nesta segunda, mas o depoimento foi adiado para 16 de março. Ainda hoje, estavam previstos os depoimentos do presidente da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) e do CEO do Banco C6 CONSIGNADO S.A., Artur Azevedo, mas eles também não compareceram.
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