Mauro Cid pede para deixar o Exército
Segundo pessoas próximas, Cid está destruído psicologicamente e vem enfrentando tristeza profunda após se tornar réu
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pediu para deixar o Exército. A informação foi confirmada por seu advogado, Jair Alves Pereira, durante o julgamento da ação penal em que ele, o ex-presidente e outras seis pessoas são réus por tentativa de golpe de Estado.
Segundo pessoas próximas, Cid esta destruído psicologicamente e tem enfrentado tristeza profunda após se tornar réu. O julgamento, pela Primeira Turma do STF, teve início nesta terça. O ex-ajudante de ordens está acompanhando de casa. Ele é também delator no processo.
Cid e os demais réus respondem por organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima; e deterioração de patrimônio tombado.
Nesta terça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a sua denúncia contra Bolsonaro e os outros sete réus na ação.
Na sua peça, Gonet elencou diversas ações feitas por diferentes pessoas, em momentos diversos, como as críticas às urnas eletrônicas, as reuniões de Jair Bolsonaro com os chefes da Forças Armadas, em 2022, um plano de assassinato de autoridades, bloqueio de estradas no dia da eleição e as manifestações de 8 de janeiro de 2023 nas sedes dos Três Poderes.
Mas dois dos crimes citados e previstos no Código Penal, o 359-L e o 359-M, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado, respectivamente, em suas tipificações, falam em tentativa “por meio da violência ou grave ameaça“, o que só aconteceu no 8 de janeiro.
Advogado de Bolsonaro diz não acreditar em condenação
O advogado de Bolsonaro, Paulo Amador da Cunha Bueno, disse nesta terça-feira não acreditar que o político será condenado na ação penal. A declaração do advogado foi feita em entrevista a jornalistas.
“Eu não acredito que ele vá ser condenado”, falou o advogado, após ser questionado se o ex-presidente tentará uma prisão domiciliar no caso de condenação.
Bueno ainda ressaltou que “são muitos pontos na acusação” contra Bolsonaro e que, na defesa, todos precisam ser “rebatidos e enfrentados”. “É uma narrativa longa. Invariavelmente, vocês devem ter visto, as nossas alegações finais também são extensas, rebatem cada um dos pontos, enfim, é o processo mesmo do julgamento”.
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