“Juízes devem ter nobreza de caráter e independência olímpica”, diz Fux
Fala ocorreu durante aula de jiu-jitsu a crianças e adolescentes atendidos por projetos sociais conduzidos por policiais do STF
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira, 14, que os juízes devem ter “conhecimento enciclopédico”, “nobreza de caráter” e “independência olímpica” para fazer aquilo que consideram certo, independentemente de divergências.
A declaração foi dada após uma demonstração de jiu-jítsu feita por Fux para cerca de 45 crianças e adolescentes atendidos por projetos sociais desenvolvidos por policiais judiciais do STF.
“O jiu-jítsu influi na vida da gente, quer no plano vivencial, quer no plano profissional. Mas eu acho que o dado mais importante do jiu-jitsu é que ele traz uma independência olímpica que é muito importante para os juízes. Os juízes devem ter um conhecimento enciclopédico, uma nobreza de caráter e, acima de tudo, uma independência olímpica. Fazer aquilo que eles acham certo, independentemente de haver uma divergência ou outra”, falou o ministro, em entrevista a jornalistas.
Faixa-coral de 8º grau, Fux é praticante de jiu-jítsu há mais de 50 anos.
Acesso ao inquérito das fake news
Na última sexta-feira, 9, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, rejeitou a determinação de Fux para que a área técnica do tribunal liberasse o acesso de seu gabinete a investigações que tramitam sob sigilo na Corte.
No despacho, Fachin afirmou que ainda há procedimentos que precisam ser analisados antes que o processo seja tornado público.
A Presidência da Corte informou que foram identificados 104 procedimentos ligados ao inquérito, entre petições e investigações preliminares, que ainda estão pendentes de avaliação.
Em resposta a Fux, o gabinete de Fachin informou que três dos quatro processos mencionados são públicos e podem ser acessados pelo ministro.
O acesso ao inquérito das fake news, contudo, ainda depende da análise dos documentos que estão sob sigilo.
Caberá à Procuradoria-Geral da República (PGR) avaliar as medidas cabíveis, incluindo eventual apresentação de denúncia ou pedido de arquivamento.
Fachin afirmou que pretende concluir a análise dos procedimentos pendentes e, após o cumprimento das etapas processuais necessárias, promover o arquivamento definitivo do inquérito.
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