Eduardo Bolsonaro prevê volta da Magnitsky contra Moraes
Ex-deputado diz que procurará autoridades americanas para restabelecer sanções
Eduardo Bolsonaro afirmou neste sábado, 10, que considera provável a retomada das sanções dos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por meio da Lei Magnitsky.
Em entrevista ao SBT News, o ex-deputado disse que, se Flávio Bolsonaro (PL) vencer a eleição presidencial, atuará junto ao governo Donald Trump para restabelecer a medida.
“Com a mudança de presidente, eu não vejo mais esse obstáculo. Então, naturalmente, o que deve ocorrer é o retorno da lei no Moraes, e eu tenho certeza de que todas as pessoas que foram perseguidas como eu vão fazer uma churrascada. Eu [farei] gestões junto à Casa Branca e ao Departamento de Estado por essa pauta”, afirmou.
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Sanções suspensas
Os Estados Unidos aplicaram a Lei Magnitsky contra Moraes em julho de 2025.
A medida previa o congelamento de bens do ministro em território americano, restrições a transações financeiras e cancelamento de vistos.
As sanções foram revogadas em dezembro daquele ano, após atuação diplomática do presidente Lula (PT), que alegou violação da soberania brasileira.
Condenação no STF
Na quarta-feira, 7, Moraes determinou o início da execução da pena de Eduardo Bolsonaro, condenado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicialmente semiaberto, por coação no curso do processo.
O ministro declarou o trânsito em julgado, encerrando a possibilidade de recursos.
Em nota, Eduardo classificou a decisão como “decisão arbitrária, inoportuna e inócua” e afirmou que os Estados Unidos não cumprem “decisões delirantes dessa natureza”.
Ele também disse que a eventual eleição do irmão e a nova composição do Congresso restaurariam, em suas palavras, a normalidade no país. O ex-deputado está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.
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