Defesa de Bacellar classifica nova prisão como “indevida” e “desnecessária”
Em nota, advogados afirmam que o ex-parlamentar cumpria medidas cautelares e prometem recorrer contra decisão do STF
A defesa do deputado estadual cassado Rodrigo Bacellar (foto) afirmou desconhecer “completamente os motivos” da nova prisão do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), decretada nesta sexta, 27, pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo os advogados, a prisão é “indevida e desnecessária”, uma vez que Bacellar estaria “cumprindo fiel e integralmente” todas as medidas cautelares impostas.
“A Defesa de Rodrigo Bacellar desconhece completamente os motivos dessa nova prisão decretada, mas ainda assim a classifica como indevida e desnecessária, já que nosso cliente vinha cumprindo fiel e completamente todas as medidas cautelares impostas. Portanto, irá contestar e recorrer para que seja revista e revogada o quanto antes”, diz o comunicado assinado pelos advogados Daniel Bialski e Roberto Podval.
Nova prisão
Bacellar foi preso nesta sexta, 27, em sua residência em Teresópolis, no Rio de Janeiro.
O deputado cassado foi levado à Superintendência da PF na capital carioca.
A decisão foi expedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Operação Unha e Carne. Segundo a PF, a operação desta sexta está relacionada com a ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas).
Vazamento de informações
Bacellar já havia sido preso em 3 de dezembro de 2025, acusado de repassar informações confidenciais a respeito de uma investigação policial que mirava o ex-deputado-estadual TH Joias.
Documentos da PF apontam que o político da Alerj teria alertado o colega sobre a ordem de prisão. Bacellar, conforme o relatório, também instruiu o outro parlamentar a eliminar provas, indicando, por exemplo, que apagasse dados do telefone celular.
O plenário da Alerj aprovou, por 42 votos a 21, o projeto de resolução para revogar a prisão do presidente da Casa.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liberdade provisória a Bacellar em 9 de dezembro.
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