Rodrigo Bacellar é preso novamente pela PF
Ex-presidente da Alerj foi encaminhado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro
Rodrigo Bacellar (foto), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foi preso nesta sexta, 27, em sua residência em Teresópolis, no Rio de Janeiro. O deputado cassado foi levado à Superintendência da PF na capital carioca.
A decisão foi expedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Operação Unha e Carne.
Segundo a PF, a operação desta sexta está relacionada com a ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas).
Vazamento de informações
Bacellar já havia sido preso em 3 de dezembro de 2025, acusado de repassar informações confidenciais a respeito de uma investigação policial que mirava o ex-deputado-estadual TH Joias.
Documentos da PF apontam que o político da Alerj teria alertado o colega sobre a ordem de prisão. Bacellar, conforme o relatório, também instruiu o outro parlamentar a eliminar provas, indicando, por exemplo, que apagasse dados do telefone celular.
O plenário da Alerj aprovou, por 42 votos a 21, o projeto de resolução para revogar a prisão do presidente da Casa.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liberdade provisória a Bacellar em 9 de dezembro.
Denúncia
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Bacellar e TH Joias ao STF por obstrução de investigação relacionada ao Comando Vermelho (CV).
Além deles, outras três pessoas foram denunciadas. São elas: o desembargador Macário Ramos Júdice Neto, Jéssica de Oliveira Santos e Thárcio Nascimento Salgado.
Segundo a acusação, eles teriam cometido crime de obstrução de investigação de infração penal envolvendo organização criminosa armada, com participação de agente público e uso dessa condição para facilitar a prática do delito.
Graças ao grupo, alvos de investigações teriam sido previamente avisados sobre operações policiais.
Macário Ramos Júdice Neto também foi denunciado pelo crime de violação de sigilo funcional. O desembargador é acusado de ter tido acesso a informações protegidas e compartilhado os dados indevidamente.
Já Thárcio Nascimento, que é ligado ao ex-deputado TH Joias, também foi acusado pelo crime de favorecimento pessoal.
As investigações apontam que ele teria auxiliado um investigado a escapar da Justiça.
Agora, cabe ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidir se aceita ou não a denúncia apresentada contra Bacellar e os demais.
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