CPMI aprova acareação entre “Careca do INSS” e advogado
Comissão aprovou também novos pedidos de prisão preventiva e um requerimento para que a Justiça determine medidas cautelares
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, nesta quinta-feira, 6, requerimentos para que seja realizada uma acareação entre o lobista e empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS“, e o advogado Eli Cohen.
Cohen foi responsável pelas investigações particulares iniciais que culminaram na deflagração da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, e prestou depoimento à CPMI no dia 1º de setembro. Já Antônio Antunes, denunciado pelo advogado como o principal operador do esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões, foi ouvido pelo colegiado em 25 de setembro.
Os requerimentos para que ocorra a acareação agora aprovados são de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e Duarte Jr. (PSB-MA) – vice-presidente da comissão.
Segundo Pimenta, é necessário que a CPMI “esclareça inconsistências e divergências entre depoimentos prestados por testemunhas e investigados”.
Ele ressalta que, em dia 1º de setembro, Cohen afirmou que teria descoberto o esquema de fraude no Instituto e que o Careca seria figura central em um dos núcleos, mas, no dia 25, Antunes disse que “o chamado Careca do INSS” seria um rótulo criado pelo advogado para induzir uma narrativa falsa contra ele, após tentativas frustradas de “extorsão”.
Pimenta afirma ainda que, ao responder às perguntas dos parlamentares na oitiva, o lobista mencionou diversas vezes Eli Cohen, contrariando o depoimento prestado pelo advogado.
“Assim, percebe-se que houve importantes divergências nos depoimentos prestados por autoridades a esta Comissão Parlamentar Mista de Inquérito e quanto a fatos centrais no escopo dos trabalhos. Desta forma, revela-se de grande relevância, para as investigações empreendidas pela CPMI, a acareação”, pontua.
Pedidos de prisão
Ainda nesta quinta, a CPMI aprovou requerimentos para que a Justiça decrete as prisões preventivas dos empresários Rubens Oliveira Costa, Felipe Macedo Gomes e Domingos Sávio de Castro, do presidente do Instituto Terra e Trabalho (ITT), Vinícius Ramos da Cruz, e do secretário da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) Silas da Costa Vaz.
Além disso, foi aprovado um pedido para que o juízo criminal competente determine medidas cautelares, como apreensão dos passaportes dos investigados que tiveram pedido de prisão aprovado pela CPMI, para garantir a efetividade das investigações e prevenir risco de evasão do Brasil.
O colegiado está realizando a oitiva do ex-ministro do Trabalho e da Previdência Onyx Lorenzoni.
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Comentários (1)
Annie
06.11.2025 16:38Boa notícia