Braga Netto se considera preso político e já espera condenação severa
O próprio ex-ministro chefe da Casa Civil e ex-candidato à vice-presidência é um dos réus da ação penal do golpe
O general da reserva Walter Braga Netto tem dito a pessoas próximas é um preso político e que, por essa razão, reconhece que não seria surpresa receber uma pena severa da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
O ex-ministro chefe da Casa Civil e ex-candidato à vice-presidência na chapa com Jair Bolsonaro em 2022 é um dos réus da ação penal do golpe, que começou a ser julgada nesta terça-feira, 2, pelo STF.
Braga Netto está preso preventivamente desde dezembro de 2024, sob a suspeita de tentar obstruir a Justiça. A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu ontem a manutenção da prisão do general.
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Prisão
Segundo a PGR, não há novos fatos que justifiquem a revogação ou a readequação da medida cautelar imposta ao general.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, já negou outros pedidos de soltura apresentados pela defesa de Braga Netto. O último foi encaminhado em 6 de agosto, mas o ministro decidiu manter a prisão do general.
“Com o devido respeito, não foram apresentados fundamentos concretos para a manutenção da custódia cautelar do agravante [Braga Netto] e para a impossibilidade de aplicação do princípio da isonomia, mostrando-se inidônea a justificativa da decisão agravada”, disse Moraes.
Braga Netto responde pelos crimes de organização criminosa, golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, depredação do patrimônio tombado e dano qualificado.
Ele faz parte do núcleo crucial denunciado pela PGR, cujo julgamento começou nesta terça.
O general está preso em uma sala especial na 1ª Divisão do Exército, no Rio de Janeiro.
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Assista ao julgamento:
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