STF Futebol Clube, Políticos Futebol Clube e a várzea chamada Brasil
Hoje, amanhã e depois, após o debate inútil sobre família, conservadores e religião, o tema será o rebaixamento do partido político, travestido de escola de samba, à “série B” do carnaval carioca
Criou-se a percepção, pra lá de justificada diga-se de passagem, de que, no Brasil, tudo termina em pizza, em samba ou em futebol. Porém, quando um ditado popular tão tacanho é verbalizado por um ministro da Suprema Corte, como fez Flávio Dino em recente defesa ampla, geral e irrestrita de seus pares de tribunal, por mais graves que possam ser ou ter sido seus atos, é sinal de que não há mesmo qualquer esperança.
A pizza, no caso, não está assando no STF. Já assou, foi esquentada e requentada dezenas de vezes ao longo dos últimos anos, especialmente após o enterro da Lava Jato. Ex-condenados tornaram-se ainda mais poderosos que antes, e criminosos confessos levam a vida curtindo adoidado com as nossas caras – e nossos bolsos. Tudo sob – mais que o olhar complacente – as canetas amigas, sempre providenciais dos capas pretas.
E se o outro assunto é samba, o que falar do showmício – disfarçado de desfile de escola de samba – de campanha de Lula no sambódromo do Rio de Janeiro? Se houve ou não crime eleitoral, caberá ao TSE dizer. Particularmente, acredito que dará em…pizza! Ou melhor, em samba. E como todo mau enredo costuma “atravessar na avenida”, a Acadêmicos de Niterói foi rebaixada. Por causa do Lula? Claro que não. Mas vá explicar.
Playground de crianções
Os adolescentes que comandam a podridão política no Brasil já entraram em campo e inundaram as redes sociais com memes e piadas a respeito. Assim, transformam um fato político-eleitoral gravíssimo em mera zoação de arquibancada. Quando governadores dos principais estados brasileiros – Zema -, se comportam como fanáticos de torcidas organizadas, o que esperar dos “torcedores/eleitores comuns”?
Se há um STF Futebol Clube, há um Políticos Futebol Clube. Como sabido há milênios, pão e circo são a melhor forma de divertir a patuleia enquanto jogadores profissionais enriquecem às custas dos abestados torcedores. A velha forma “dividir para conquistar” funciona ainda melhor quando se imbeciliza tudo. No Brasil, o imbecil coletivo não é apenas um livro, mas a realidade chocante de um país que insiste em não sair da 5ª série.
Hoje, amanhã e depois, após o debate inútil sobre família, conservadores e religião, o tema será o rebaixamento do partido político, travestido de escola de samba, à “série B” do carnaval carioca. Enquanto isso, Xandão, Nikolas, Lula e companhia continuam comandando, além do país, o show de horrores, ou melhor, a várzea que se tornou Banânia. Saudades do 7×1 de 2014. Éramos felizes e não sabíamos
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)