Deputado propõe subcomissão para acompanhar liquidação do Banco Master
Segundo Sidney Leite, criação do grupo "justifica-se "diante da gravidade e da relevância sistêmica da crise envolvendo o Master"
O deputado federal Sidney Leite (PSD-AM) protocolou nesta quinta-feira, 7, na Câmara, um requerimento para que seja criada uma subcomissão especial, na Comissão de Finanças e Tributação, para acompanhar, fiscalizar e avaliar os desdobramentos da liquidação extrajudicial do Banco Master.
Pela proposta, o grupo acompanharia, fiscalizaria e avaliaria ainda os desdobramentos da liquidação extrajudicial do Master Banco de Investimento, Master Corretora de Câmbio, Master Cartões e Meios de Pagamento, Will Bank, CBSF DVTM, Banco Pleno, Pleno DTVM.
Além disso, buscaria compreender os impactos econômicos, fiscais, regulatórios e sociais dessas liquidações e teria a finalidade de propor medidas legislativas e regulatórias que reforcem a segurança, a transparência, a governança e a supervisão prudencial no sistema financeiro nacional.
Liquidação extrajudicial é uma medida adotada quando o Banco Central constata não haver um plano viável para a recuperação da instituição financeira.
Decretada a resolução, o banco é retirado de forma organizada do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e seu funcionamento é interrompido.
Com o processo de liquidação extrajudicial, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) passa a ser responsável por ressarcir os credores da instituição.
O BC decretou a liquidação do Banco Master, de Daniel Vorcaro, em novembro do ano passado.
O requerimento de Sidney Leite foi apresentado no mesmo dia em que a Polícia Federal (PF) deflagrou a quinta fase da Operação Compliance Zero, que mira desvios envolvendo o Master. O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), foi alvo de busca e apreensão.
Justificativas do deputado
Sidney Leite diz que a criação da subcomissão justifica-se “diante da gravidade e da relevância sistêmica da crise envolvendo o Banco Master, cuja liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, em razão de grave crise de liquidez e indícios de irregularidades na condução de suas operações”.
Ele ressalta que o episódio “foi acompanhado de investigação da Polícia Federal, que apura a existência de esquema fraudulenta, com prejuízo de 56 bilhões de reais, além de fragilidade institucionais quanto aos mecanismos de controle e fiscalização do sistema financeiro”.
O deputado pontua que “os impactos ultrapassam o setor financeiro e atingem diretamente a esfera previdenciária e social”.
Além disso, diz, “é imprescindível assegurar transparência integral sobre os fatos, decisões e responsabilidades envolvidas, considerando que a situação mobiliza os mais diversos atores do sistema financeiro e da administração pública, incluindo instituições financeiras, órgãos reguladores, entidades previdenciárias, investidores institucionais, pessoas físicas prejudicadas e órgãos de controle”.
Segindo o parlamentar, “a adequada elucidação desses elementos é fundamental para: restaurar a confiança no ambiente regulatório e na gestão de recursos públicos; investigar os envolvidos em irregularidades; e implementar reforma regulatória que previna episódios similares”.
O requerimento ainda precisa ser votado pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara.
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