O 7×1 de Lula e Trump no clã Bolsonaro
Coitado dos “mitos”. Acharam mesmo que o laranjão era brother
Uma coisa é a ignorância, que é perdoável. Outra coisa é a burrice, que não é perdoável, e pior ainda quando advém da arrogância, da prepotência, da mania de achar que todos são estúpidos e só ele – justamente o burro – é o único iluminado a caminhar pelo planeta.
Quando Dudu Bananinha se mandou para os EUA com os bolsos cheios do dinheiro do papis, ou melhor, dos idiotas úteis que cantam hino nacional para pneus e enviam sinais luminosos pelo celular aos ETs, a fim de conspirar contra o país, mal sabiam ele, Jair e os demais zeros o que estava por vir.
Em lives semelhantes às dos terroristas do Oriente Médio, com estética brega, palavras chulas e ameaças do fim do mundo, Eduardo Bolsonaro, o camisa dez de Lula, jactava-se pelo tarifaço trumpista imposto ao Brasil, pelas sanções diplomáticas contra ministros do STF e pela aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane – aquela do contrato de 129 milhões de reais com o Banco Master; aquele do rombo bilionário devidamente blindado por Dias Toffoli.
Gol da Aelmanha
Mais ainda: ele e o outro comparsa aloprado, Paulo Figueiredo, sempre ecoados pelos bolsonaristas radicais – da família ou não – passaram a autoproclamar-se interlocutores íntimos de Donald Trump.
Eram bravatas e ameaças diárias, repetidas com fervor pela bolha da extrema direita e comemoradas como um gol do clube de coração.
Tornou-se praxe, em Banânia, após a goleada acachapante da Alemanha sobre o Brasil, na Copa de 2014, comparar o placar do jogo – sonoros 7×1 para os chucrutes – com fracassos retumbantes.
Contem comigo
Com a química entre o chefão petista e o bufão cor de laranja em grau de ebulição, o Brasil assistiu, quase incrédulo, às tarifas extras serem retiradas e, agora, pela primeira vez desde a sua criação, à lei que sanciona severamente criminosos mundo afora ser revista em favor do casal xandônico.
Pois é. Jair Bolsonaro foi preso preventivamente, e o Brasil não se transformou em um campo de batalha como prometiam os incautos, como, por exemplo, Nikolas Ferreira, o deputado TikToker mineiro. Ou seja, 1×0 e contando.
O mesmo patriarca do clã das rachadinhas e das mansões milionárias foi condenado a mais de 27 anos de prisão pela trama golpista. Anotem aí: 2×0.
Reveillon na Disney
Ato contínuo, cumpre pena não mais em sua casa, em um condomínio de classe média alta de Brasília, mas numa cela improvisada, com pouco mais de 10 metros quadrados, na Polícia Federal do DF. Placar: 3×0.
Com tudo isso acontecendo, o pai do Ronaldinho dos Negócios, que estava praticamente morto, mas não enterrado, eleitoralmente falando, estanca a trajetória de queda de sua aprovação e passa a ser melhor avaliado, segundo as pesquisas de opinião. Atenção, não perca as contas: 4×0.
Daí Trump elogia Lula publicamente e manda Jair Bolsonaro para o limbo: 5×0. Em seguida, revoga as tarifas – 6×0 – e libera Moraes e sua esposa-advogada-prodígio para visitarem o Mickey e o Pateta, ou até mesmo virar o ano na Times Square, em Nova York. Chegamos no 7×0.
Um de lambuja
“Mas e o 1, Ricardo? O gol de honra dos Bolsonaro?”
É o infame PL da Dosimetria, uai. Ainda que seja um gol impedido, aos 54 do segundo tempo, sob a análise do VAR.
Coitado dos “mitos”. Acharam mesmo que o laranjão era brother.