União Brasil vai pressionar por avanço de projeto que equipa facção a terrorismo
Deputado autor da proposta disse que presidente da sigla se comprometeu com mobilização nacional em defesa do texto
O União Brasil vai pressionar pelo avanço no Congresso Nacional do projeto de lei que tipifica a atividade de organizações criminosas e milícias como terrorismo, disse nesta sexta-feira, 7, o deputado Danilo Forte (União-CE), autor da proposta, após encontro com o presidente nacional da sigla, Antônio Rueda.
“Estive com o presidente do partido, Antônio Rueda, para definir apoio nacional em favor do PL Antiterrorismo. Rueda comprometeu-se com a mobilização nacional em defesa do PL 1283/25, essencial para a defesa dos cidadãos diante do crime organizado“, escreveu o parlamentar, em publicação nos Stories do Instagram.
O texto está tramitando em regime de urgência na Câmara desde maio. Na terça-feira, 4, Danilo Forte apresentou um requerimento para apensar o projeto de lei antifacção, de autoria do governo federal, ao seu. A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, porém, disse na quarta, 5, que o governo Lula (PT) é contra o projeto do deputado, ao ser questionada se é possível essa apensação.
“O governo é terminantemente contra. Somos contra esse projeto que equipara as facções criminosas ao terrorismo. O terrorismo tem objetivo político e ideológico, e o terrorismo, pela legislação internacional, dá guarida para que outros países possam fazer intervenção no nosso país, nós não concordamos com isso”, pontuou a ministra.
“Nós já temos uma legislação sobre facções criminosas, mandamos agora um projeto de lei que traz bastante rigor para o combate às facções e temos lá a PEC da Segurança, que está dormitando há seis meses quase e que a Câmara não deu encaminhamento. Está na comissão especial, eu espero que o relator realmente apure o seu relatório, para que a gente aprove o mais rápido possível, para nos dar condições de fazer operações integradas”.
Ela prosseguiu: “Passando o [o projeto que amplia a isenção do] Imposto de Renda hoje, que é uma votação importante, a gente espera que o Senado da República aprove o projeto como ele está, a nossa prioridade será em relação à PEC da Segurança e o projeto de combate às facções criminosas“.
O projeto de lei antifacção, do governo, começou a tramitar na Câmara na segunda-feira. 3. A proposta cria o tipo penal de “organização criminosa qualificada”, para endurecer as penas e ampliar o poder de atuação do Estado contra facções.
Ela prevê o aumento das penas para quem integra, promove ou financia organização criminosa, dos atuais 3 a 8 anos de prisão para 5 a 10 anos. No caso de homicídios cometidos a mando de facções, a pena pode chegar a 30 anos de prisão e sem pagamento de fiança. O texto foi elaborado pelo Ministério da Justiça.
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