Projeto que aumenta número de deputados será promulgado, diz Alcolumbre
Ao comentar hipótese de Lula não sancionar, Alcolumbre afirmou que "se o texto chegar 10h no Congresso, será promulgado 10h01"
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse nesta terça-feira, 8, que se o presidente Lula (PT) não sancionar o projeto de lei complementar que eleva o número de deputados federais dos atuais 513 para 531, vai promulgá-lo assim que o texto chegar para promulgação no Congresso.
“Se chegar 10h, será promulgado 10h01“, afirmou Alcolumbre, em entrevista a jornalistas.
A tramitação do projeto no Congresso foi concluída em 25 de junho, com a aprovação, pela Câmara dos Deputados, das modificações feitas pelo Senado na proposta.
Em 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o número de deputados de cada estado deve ser revisto, em razão do Censo de 2022. O tribunal determinou que o Congresso Nacional edite, até 30 de junho deste ano, uma lei revisando a distribuição do número de cadeiras de deputados federais em relação à população de cada estado. A Corte não determinou aumento do número de parlamentares da Casa Baixa, mas Câmara e Senado resolveram fazer dessa forma.
Atualmente, considerando a remuneração mensal de cada deputado federal (46.366 reais), a cota parlamentar, a verba de gabinete (133.170 reais) e auxílio-moradia (4.253 reais), os 513 congressistas geram um custo médio anual de mais de 1,4 bilhão de reais aos cofres públicos.
Segundo a Direção-Geral da Câmara, criar 18 vagas gerará um gasto anual adicional de cerca de 64,6 milhões de reais.
O relator no Senado, Marcelo Castro (MDB-PI), porém, negou que terá qualquer impacto orçamentário, devido a um artigo incluído por seu parecer na proposta.
Como mostramos, o presidente Lula indicou a aliados que não pretende sancionar o projeto de lei complementar. A decisão deve intensificar, ainda mais, a crise entre o Poder Executivo e o Legislativo.
O Antagonista apurou junto a assessores palacianos que Lula estuda utilizar uma brecha constitucional para não colocar a sua digital na proposta: a chamada “sanção tácita”, quando o chefe de Poder Executivo deixa de se manifestar sobre projetos de lei aprovados pelo Congresso e transfere essa responsabilidade para o próprio Parlamento.
Lula tem 15 dias para sancionar ou vetar o projeto de lei complementar. A ideia, conforme assessores palacianos, é que o presidente da República não se manifeste sobre esse assunto dentro desse prazo e, assim, o ônus da promulgação da proposta recairia para o próprio Parlamento.
Apesar disso, aliados do presidente Lula têm argumentado que o movimento é arriscado e pode intensificar ainda mais os conflitos com o Congresso Nacional.
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Comentários (1)
MARCOS
08.07.2025 19:21MAIS UMA SACANAGEM COM O POVO BRASILEIRO. PAGAR MAIS UMA ALTA CONTA. HAJA DINHEIRO DO BOLSO DO BURRO POVO BRASILEIRO.