Vacinação contra gripe segue em unidades de saúde de SP
Campanha iniciada em março já foi ampliada a públicos além dos grupos prioritários
A proteção contra o vírus da influenza depende da atualização anual do imunizante, que passa por mudanças na fórmula conforme as variações dos vírus circulantes. A campanha estadual de imunização começou em março, voltada aos grupos prioritários, e foi estendida em junho para toda a população a partir de 6 meses de idade, respeitando a disponibilidade de doses em cada município.
Fórmula é revista todos os anos
O imunizante utilizado é produzido a partir de vírus inativados e fragmentados, o que impede que a aplicação provoque a doença. A substância induz o organismo a criar anticorpos contra as cepas de influenza com maior chance de circulação na temporada.
Como o vírus influenza se modifica com frequência, a composição da vacina precisa ser revisada a cada ano, sempre considerando as variantes com probabilidade mais alta de propagação. Essa atualização constante é o motivo pelo qual uma única dose não garante imunidade permanente, sendo necessária nova aplicação a cada ciclo.
Fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação, com indicação de reforço anual, crianças entre 6 meses e menos de 6 anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais.
A orientação também alcança puérperas, pacientes com doenças crônicas, imunossuprimidos, pessoas com deficiência permanente e categorias profissionais como trabalhadores da saúde, educadores, forças de segurança, caminhoneiros e trabalhadores portuários, entre outros grupos listados pela estratégia oficial de imunização.
Complicações atingem mais os grupos vulneráveis
A influenza se propaga com rapidez, por gotículas expelidas ao tossir, falar ou espirrar, além do contato com objetos contaminados. Ainda que a maior parte dos casos apresente sintomas brandos, a infecção pode evoluir para pneumonia, piora de enfermidades já existentes e quadros respiratórios graves.
Crianças pequenas, idosos, gestantes, puérperas e pessoas com quadros clínicos ou sociais de maior fragilidade concentram o risco mais elevado de complicações. Para esse público, a aplicação da dose reduz as chances de agravamento e de necessidade de internação hospitalar.
A vacina não deve ser administrada em crianças com menos de 6 meses de vida. Indivíduos que já apresentaram reação alérgica grave após dose anterior precisam passar por avaliação médica antes de decidir sobre nova aplicação.
Para tomar o imunizante, a recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde do município, portando documento de identificação e, quando possível, a caderneta de vacinação. Integrantes de grupos específicos podem ter que apresentar comprovação da condição de saúde ou do vínculo profissional exigido pela estratégia vigente.
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