Jeremy London, cirurgião cardíaco: “Andar não fortalece ossos e pessoas de meia-idade devem estar especialmente atentas a isso”
Segundo o médico, confiar apenas nessa atividade pode não ser suficiente para preservar a força do corpo ao longo dos anos.
Caminhar segue como uma das práticas mais recomendadas para manter a saúde em dia, trazendo benefícios claros para o humor, o metabolismo e o sistema cardiovascular.
No entanto, segundo o cirurgião cardíaco Jeremy London, confiar apenas nessa atividade pode não ser suficiente para preservar a força do corpo ao longo dos anos, especialmente quando o foco é a saúde óssea e a autonomia durante o envelhecimento.
Por que caminhar não fortalece os ossos como se imagina?
Apesar de ser amplamente indicada, a caminhada não oferece o estímulo necessário para promover o fortalecimento ósseo. Jeremy London reforça que essa limitação precisa ser compreendida, principalmente por mulheres a partir da meia-idade.
Como ele explica, “Andar não fortalece ossos, e mulheres de meia-idade deveriam saber disso especialmente. Andar é incrível. Recomendo para todos os meus pacientes. Mas essa é a verdade.”
Segundo o especialista, a caminhada não gera carga mecânica suficiente para estimular adaptações estruturais nos ossos.

Quais riscos surgem ao depender apenas da caminhada?
Com o avanço da idade e a redução de hormônios como o estrogênio, o corpo se torna mais vulnerável à perda de massa óssea e muscular.
Sem estímulos adequados, problemas silenciosos podem surgir e evoluir rapidamente.
Entre as principais consequências dessa falta de estímulo, destacam-se:
- Maior risco de osteopenia e osteoporose
- Perda progressiva de massa muscular
- Redução da mobilidade e da independência
- Aumento da probabilidade de quedas e fraturas
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Como o treinamento de força atua na densidade óssea?
Para Jeremy London, o treinamento de resistência é a principal ferramenta quando o objetivo é fortalecer ossos e músculos de forma eficaz.
Esse tipo de exercício gera o estresse necessário para que o corpo se adapte e se torne mais resistente.
O especialista destaca que “andar sozinho não aumenta significativamente a densidade mineral óssea. Simplesmente não cria carga mecânica suficiente para sinalizar aos ossos que eles precisam ser reforçados”.
Esse estímulo ocorre de forma mais eficiente com exercícios que envolvem carga e impacto controlado.
Quais benefícios o treino de força oferece ao longo do tempo?
Ao incluir exercícios de resistência na rotina, o corpo passa por adaptações importantes que impactam diretamente na qualidade de vida.
Esses benefícios vão além da estética e são fundamentais para um envelhecimento mais saudável. Entre os principais ganhos proporcionados pelo treino de força, podemos destacar:
- Aumento da densidade mineral óssea, especialmente no quadril e na coluna
- Fortalecimento muscular e melhora da estabilidade corporal
- Redução do risco de quedas e lesões
- Maior autonomia nas atividades do dia a dia
Como combinar caminhada e força de forma estratégica?
Jeremy London não descarta a importância da caminhada, mas reforça a necessidade de equilíbrio entre diferentes estímulos físicos.
A combinação entre atividades aeróbicas e exercícios de força é o caminho mais completo para cuidar do corpo. Como ele orienta, “Continue andando, é fantástico para sua saúde geral.
Mas se você está preocupado com a força óssea a longo prazo, equilíbrio e preservação da independência, fique debaixo de uma barra, levante pesos, treine seus músculos e ossos”.
Essa integração é essencial para resultados duradouros.
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