Josias Teófilo na Crusoé: Trump, Beatles e pornochanchada
O Brasil mantém uma longa tradição de pirataria cultural — e agora enfrenta o cerco dos EUA
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) iniciou na terça, 15, uma investigação sobre o Brasil.
O documento detalha supostas “práticas desleais”, incluindo produtos falsificados vendidos na Rua 25 de março em São Paulo, e violação de direitos autorais do audiovisual, como streaming ilícitos e pirataria.
O Brasil tem mesmo tradição em pirataria audiovisual, isso não é nenhuma novidade.
Existe uma história clássica: o diretor Ody Fraga realizou um filme chamado Procura-se uma virgem, filmado em 1971 e lançado em 1973, inteirinho feito com músicas dos Beatles.
Detalhe que ele não adquiriu os direitos das músicas, apenas usou-as. O licenciamento de música dos Beatles pode custar o valor da produção de um filme brasileiro inteiro, ou mais.
Ody fez um filme inteiro com música dos Beatles e não aconteceu nada com ele.
Vários diretores de pornochanchas fizeram o mesmo.
Havia uma lenda que Ody Fraga teria ido aos Estados Unidos, depois do filme lançado, para negociar os direitos, mas isso nunca aconteceu.
Evidentemente, isso comprometeu a circulação posterior do filme, e ele tornou-se uma espécie de lenda, circulando apenas em cópias piratas.
Eis que a produtora Brasil Paralelo seguiu a tradição das pornochanchadas ao realizar o filme Oficina do Diabo.
A produtora realizou um filme anunciado como adaptação do livro Cartas de um diabo a seu aprendiz de C. S. Lewis.
Só que, segundo matéria da revista Piauí, os responsáveis não obtiveram autorização do espólio do escritor.
O filme não pôde estrear no cinema, teve que ser refilmado em parte…
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